Pesquisadores da USP em Ribeirão Preto desenvolveram uma gelatina balística nacional no padrão do FBI para reproduzir tecidos moles do corpo humano em perícias e testes policiais.
O produto foi criado para substituir insumos importados dos Estados Unidos, que têm custo elevado. O projeto começou durante o mestrado de Lucas Messiano, sob a orientação do professor João Paulo Mardegan Issa, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Os testes iniciais começaram em 2020 e resultaram na primeira versão da fórmula, com concentração de 10%. Essa composição segue as normas do FBI e simula órgãos e tecidos de baixa densidade, como o pulmão. Durante o doutorado do pesquisador, o grupo formulou uma versão a 20%, voltada a representar músculos e estruturas mais densas.
O material auxilia corporações policiais na escolha de equipamentos e no teste de munições. Na área pericial, a gelatina permite reconstituir a trajetória de tiros e identificar se o projétil ultrapassou barreiras físicas antes de atingir uma pessoa.
A aplicação alcança também a área hospitalar e o meio jurídico. Segundo Issa, a tecnologia ajuda médicos a dimensionar lesões para planejar intervenções e permite à Justiça estimar danos para verificar eventual excesso de força em ações armadas.
A equipe mantém a patente em processo de desenvolvimento e procura investidores para iniciar a fabricação em escala comercial. O projeto atraiu o interesse de grupos estrangeiros, incluindo aceleradoras e empresas de Minnesota, nos Estados Unidos.
Com informações de Poder360.
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