UE prevê avanço do café do Brasil e mantém restrição à carne bovina

Plantação de café com fileiras de arbustos verdes sob céu azul, com árvores e colinas ao fundo em ambiente rural.

As exportações de café brasileiro para a União Europeia registraram crescimento e mantêm margem para novas altas, enquanto entraves comerciais para os envios de mel e de carne de frango foram superados.

A liberação das vendas de carne bovina ao bloco, no entanto, permanece condicionada ao ciclo biológico bienal do rebanho bovino, afirmou Jean-Pierre Bou, integrante da delegação europeia, nesta quinta-feira (1/10).

Na área de sustentabilidade e crédito agrícola, o chefe do BNDES, Caio Barbosa, garantiu que a instituição pública veta o repasse de recursos do Plano Safra para propriedades rurais com indícios de desmatamento não autorizado. O gestor informou ainda que apenas 1% dos pedidos de financiamento recebidos pelo banco apresenta inconformidades ambientais.

Em avaliação sobre a segurança alimentar global, o ex-ministro Roberto Rodrigues apontou que o combate à fome no planeta atingiu nível mais crítico após a pandemia de coronavírus.

A restrição europeia à carne bovina brasileira começou em junho, quando a Comissão Europeia excluiu o país da lista de fornecedores autorizados por apontar fragilidades nos controles de antibióticos na pecuária. Para reabrir o mercado, a União Europeia exige comprovação de que o gado cumpre as normas contra antimicrobianos do nascimento ao abate, o que impõe um intervalo de ao menos dois anos de criação e engorda antes de novas exportações. Auditorias técnicas prévias haviam considerado satisfatórios os controles aplicados no país sobre aves e mel.

Foto: Jonathan Wilkins/Wikimedia Commons | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *