Pesquisadores abriram nesta quarta-feira (23) a carga útil da Operação Potiguar 2 e confirmaram a integridade das amostras biológicas levadas ao espaço.
Os tubos com microrganismos promotores de crescimento de plantas continuavam preservados após o voo, segundo a pesquisadora da Embrapa e coordenadora da Rede Space Farming Brazil, Alessandra Fávero. O módulo transportava também dosímetros e biossensores.
As amostras seguiram para diferentes instituições científicas. O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) recebeu os dosímetros, a Universidade Federal do ABC (UFABC) analisará os biossensores e a Embrapa Soja fará as avaliações genômicas nos microrganismos.
O estudo busca entender o impacto do voo suborbital sobre a capacidade de sobrevivência e recuperação do material biológico, visando subsidiar futuras missões espaciais de longa duração. O lançamento ocorreu no dia 15 de setembro, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.
A Rede Space Farming Brazil tem coordenação da Embrapa e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). O projeto reúne também equipes do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Com informações de Noticias AEB (Agencia Espacial Brasileira).