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  • BNDES premia projeto de vacina de RNA da Fiocruz

    O projeto de desenvolvimento de vacinas de RNA da Fiocruz foi premiado nesta quinta-feira (24/9) pelo BNDES como uma das iniciativas mais emblemáticas da história do banco, em solenidade realizada no Rio de Janeiro.

    A iniciativa “Fronteiras da biotecnologia e soberania em saúde: o Brasil entra na era do RNA” foi a escolhida para representar a década de 2020. A seleção ocorreu por meio de votação interna que reuniu mais de 1.200 empregados da instituição financeira.

    Durante o evento, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, ressaltou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos ensaios clínicos da vacina de RNA mensageiro contra Covid-19 criada pela fundação. Trata-se do primeiro imunizante com essa tecnologia produzido em território nacional.

    “O objetivo é desenvolver esta plataforma tecnológica no Brasil, dado o seu potencial para enfrentar diversos desafios na área da saúde”, afirmou Moreira ao receber a homenagem.

    O financiamento viabilizou a criação de uma estrutura nacional que poderá ser adaptada para outras demandas do sistema de saúde. A plataforma em desenvolvimento tem potencial de aplicação contra zika, influenza e HIV, além de terapias voltadas a doenças raras e ao tratamento de câncer.

    A eleição interna avaliou cerca de 50 ações implementadas nos 74 anos de atuação do BNDES. A disputa destacou marcos em infraestrutura, indústria, meio ambiente e saúde pública.

    Na categoria dos anos 2020, o projeto da Fiocruz concorreu com outras oito iniciativas de destaque, incluindo a restauração do Museu Nacional, o programa Sertão Vivo, a concessão da Cedae e o Complexo Eólico Rio do Vento.

    A cerimônia foi aberta pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O evento também premiou projetos históricos de outras décadas, como a criação da Eletrobras, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, o Instituto Butantan, a Embraer e o Fundo Amazônia.

    Com informações de Agencia Fiocruz de Noticias.

  • Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

    O Ministério da Saúde pediu nesta quinta-feira (24) a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). O requerimento foi enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

    A solicitação abrange medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, que não possuem proteção de patente, voltados ao tratamento de pacientes com obesidade. A pasta apontou que a concorrência reduziu o preço desses remédios em 70% no Brasil em menos de um ano.

    Segundo o ministério, o país registra 25 versões do produto aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo 14 registradas em 2026, entre genéricos e opções nacionais. A articulação do governo com a agência ocorre desde 2025 para atrair fabricantes e incentivar pesquisas clínicas.

    O pedido toma como base uma diretriz divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de 2025, que recomenda o uso dessas terapias em escala populacional contra a obesidade. O documento alerta para a urgência de garantir acesso equitativo para evitar o aumento da desigualdade em saúde.

    No Brasil, os dados oficiais mostram que o índice de obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Em Porto Alegre (RS), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) conduz pesquisas sobre a aplicação do tratamento em usuários da rede pública.

    Caso a Conitec aprove a medida, o SUS definirá critérios específicos para selecionar os pacientes que terão acesso aos remédios, priorizando casos em que o controle do peso diminua o risco de complicações e cirurgias complexas.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Brasil e México debatem aliança estratégica na área da saúde

    O Ministério da Saúde defendeu nesta quarta-feira (23/9), na Cidade do México, uma integração estratégica com o México para fortalecer a produção científica, tecnológica e industrial de saúde na América Latina.

    A proposta busca ampliar a autonomia sanitária regional e diminuir a dependência de produtos externos. A posição foi apresentada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, em encontro com representantes dos setores público e privado locais.

    A secretária fez parte da delegação chefiada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo De Negri, a cooperação técnica e regulatória é necessária para que as duas nações deixem de atuar apenas como consumidoras de insumos com preços elevados fixados por países mais ricos.

    De Negri apontou que o envelhecimento populacional aumenta os gastos globais com tratamentos, enquanto a pandemia mostrou o risco do desabastecimento de itens básicos. “O fortalecimento do setor produtivo não se resume apenas ao desenvolvimento e à geração de empregos”, afirmou a secretária.

    A missão brasileira reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Integrantes de entidades empresariais dos ramos farmacêutico, farmoquímico e de equipamentos médicos também integraram o grupo.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Anvisa aprova registro do remédio Yorvipath para doença rara

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do medicamento Yorvipath para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico. O fármaco funciona como terapia de reposição hormonal.

    A palopegteriparatida, princípio ativo do produto, atua como pró-fármaco de liberação prolongada do hormônio da paratireoide. O mecanismo foi projetado para assegurar exposição contínua e estável no organismo ao longo de 24 horas.

    O hipoparatireoidismo crônico é uma enfermidade rara caracterizada pela redução dos níveis de cálcio no sangue. O distúrbio decorre frequentemente de danos cirúrgicos às glândulas paratireoides, embora também possa ter origens genéticas e autoimunes.

    De acordo com a Anvisa, o remédio auxilia na regulação do cálcio e do fosfato, além de estimular a produção de vitamina D ativa. O medicamento “apresenta potencial para restaurar de forma mais fisiológica as funções do PTH ausente ou insuficiente”, afirmou o órgão regulador em nota.

    Com informações de Poder360.

  • Anvisa aprova remédio Yorvipath para hipoparatireoidismo

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o Yorvipath (palopegteriparatida), remédio de reposição hormonal voltado ao tratamento de adultos diagnosticados com hipoparatireoidismo crônico.

    Desenvolvido como pró-fármaco de liberação prolongada, o produto mantém níveis contínuos do hormônio por até 24 horas. A substância atua no equilíbrio de cálcio e fosfato no organismo, além de incentivar a produção ativa de vitamina D e a reabsorção renal.

    Em nota, o órgão regulador explicou que a fórmula tem potencial para restabelecer as funções do hormônio ausente. A enfermidade é rara, reduz a presença de cálcio no sangue e costuma ser provocada por danos cirúrgicos nas glândulas paratireoides ou distúrbios autoimunes e genéticos.

    Com informações de Agência Brasil (EBC).