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  • CNJ propõe registrar mortes em ações policiais nas certidões de óbito

    CNJ propõe registrar mortes em ações policiais nas certidões de óbito

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou nesta terça-feira (29/9) uma proposta de resolução para identificar mortes decorrentes de ações policiais e de segurança nos registros de óbito.

    Apresentado pelo presidente do órgão e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, o texto autoriza a anotação das circunstâncias quando houver comprovação judicial ou título jurídico oficial. A medida não altera a causa médica atestada no documento.

    A norma também veda termos como “auto de resistência” e “resistência seguida de morte” nos cartórios. A inclusão da informação não representará reconhecimento automático de responsabilidade civil, administrativa ou penal do Estado ou dos agentes públicos.

    Familiares das vítimas contarão com procedimentos simplificados para solicitar a inserção do contexto da morte na certidão, inclusive por meio de pedido judicial específico caso não exista manifestação prévia.

    O texto determina que o Operador Nacional do Registro Civil crie um campo próprio na Central de Informações de Registro Civil. O mecanismo vai alimentar um painel público voltado a monitorar as estatísticas sobre a letalidade estatal.

    Segundo Fachin, a falta desses dados nos registros públicos impõe obstáculos aos parentes na busca por direitos e compromete o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução da violência policial.

    A proposta, que tramita como Ato Normativo 0007958-56.2026.2.00.0000, nasceu de debates no Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário com apoio do Programa Justiça Plural, parceria mantida entre o CNJ e o Pnud.

    Com informações de Agencia CNJ de Noticias.

    Foto: STF | Licença: Dominio Publico

  • CNJ pauta regras para certidões de óbito e violência de gênero

    O Conselho Nacional de Justiça realiza nesta terça-feira (29/9), a partir das 10h, a 15ª Sessão Ordinária de 2026. O plenário vai analisar 11 processos, incluindo regras para certidões de óbito e combate à violência de gênero.

    A pauta reúne dois atos normativos, dois processos administrativos disciplinares, duas reclamações disciplinares, dois pedidos de providências, dois procedimentos de controle administrativo e um recurso administrativo.

    Um dos principais temas em análise é o Ato Normativo 0007958-56.2026.2.00.0000, que propõe diretrizes para retificar registros de mortes provocadas por intervenções de órgãos de segurança pública. O texto busca padronizar procedimentos e preservar o direito à memória das famílias, sem alterar a causa médica do óbito nem responsabilizar o Estado de forma automática.

    Os conselheiros também avaliam o Ato Normativo 0006095-65.2026.2.00.0000. O documento traz uma recomendação para que magistrados e tribunais identifiquem e barrem condutas discriminatórias ou constrangimentos contra mulheres durante o andamento de ações judiciais.

    A sessão terá transmissão ao vivo pela internet. As partes e advogados inscritos podem apresentar sustentações orais presencialmente no plenário do órgão ou por videoconferência.

    Com informações de Agencia CNJ de Noticias.