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  • Inmet emite alerta vermelho de calor para seis estados

    Inmet emite alerta vermelho de calor para seis estados

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para a primeira onda de calor da primavera de 2026, com vigência entre este sábado (26/09) e quarta-feira (30/09). O aviso atinge seis estados brasileiros.

    O alerta de grande perigo abrange a totalidade dos territórios de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além de áreas de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em território mineiro, o aviso alcança 190 municípios, onde os termômetros devem ficar pelo menos 5°C acima da média por mais de cinco dias consecutivos.

    As temperaturas máximas podem chegar a 41°C em Cuiabá (MT) entre domingo (27/09) e segunda-feira (28/09), enquanto Campo Grande (MS) deve registrar até 40°C. Na capital paulista, a máxima prevista para o domingo é de 32°C. No oeste do Triângulo Mineiro, a Defesa Civil Estadual projeta marcas de até 38°C no sábado.

    A configuração meteorológica decorre da intensificação de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai, que transporta ar quente para o Centro-Sul do país. Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão em altitude atua como um domo de calor sobre partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, comprimindo o ar e dificultando a chegada de frentes frias.

    O aquecimento coincide com a influência do El Niño sobre a circulação atmosférica na primavera, iniciada em 22 de setembro. Segundo projeções da agência meteorológica norte-americana CPC/NOAA, há mais de 90% de chance de o fenômeno apresentar intensidade muito forte até novembro.

    Além do calor extremo, a Defesa Civil mineira aponta índices de umidade relativa do ar próximos ou inferiores a 30% em áreas do Norte, Noroeste e Triângulo Mineiro. Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte, o período seco prolongado mantém o risco elevado de queimadas durante a estação.

    Foto: Davi Vieira Peixoto | Licença: All Rights Reserved

  • Especialista aponta falta de transparência em pesquisas no Brasil

    O mercado de pesquisas eleitorais no Brasil carece de transparência metodológica e inovação, afirmou o estatístico Raphael Nishimura, diretor de operações de amostragem da Universidade de Michigan, em entrevista divulgada nesta quinta-feira (24/9).

    Segundo Nishimura, a maioria das empresas brasileiras informa apenas o mínimo obrigatório exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele avalia que o setor ainda resiste a adotar modelos combinados de coleta de dados, prática recorrente em institutos nos Estados Unidos.

    Sobre a tese de voto envergonhado no campo bolsonarista, o especialista afirmou que estudos norte-americanos com apoiadores de Donald Trump não encontraram evidências desse fenômeno. Para ele, a ideia de que o eleitor esconde a preferência por receio de reprovação social não se sustenta cientificamente.

    Nishimura apontou outras hipóteses para a discrepância registrada entre as sondagens e o resultado de Jair Bolsonaro nas urnas em 2018 e 2022. Entre os fatores estão a recusa direta de eleitores mais radicais em participar de levantamentos e a volatilidade de cerca de 10% dos brasileiros que decidem a escolha no dia do pleito.

    Como alternativa para mitigar distorções de cada metodologia, o especialista defendeu a utilização de agregadores de pesquisas e a combinação de questionários presenciais, telefônicos e pela internet.

    Com informações de Correio Braziliense.

  • Cármen Lúcia debate desinformação em fórum da BBC em SP

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia participa nesta sexta-feira (14/8), em São Paulo, de um evento gratuito sobre combate à desinformação promovido pela BBC World Service e pela BBC News Brasil.

    O fórum BBC World Service: Trust is Earned – O Desafio da Credibilidade ocorre no Centro Brasileiro Britânico. A ministra integra a sessão de encerramento para debater democracia, integridade eleitoral, violência política de gênero e desinformação.

    A programação reúne especialistas, autoridades e comunicadores para discutir temas como o impacto da inteligência artificial, a atuação de influenciadores e a misoginia na internet. O encontro conta ainda com a presença da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha e do médico e escritor Drauzio Varella.

    O evento também oferece oficinas de educação midiática sobre métodos de checagem jornalística. As atividades contam com equipes da BBC do Brasil e do Reino Unido, com tradução simultânea entre português e inglês.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Impacto da IA em eleições é superestimado, indica estudo de Oxford

    Pesquisas sobre pleitos realizados entre 2023 e 2024 apontam que o impacto da inteligência artificial nas eleições tem sido superestimado. A conclusão é de estudo desenvolvido por Felix Simon, da Universidade de Oxford.

    A análise, assinada com Sacha Altay, da Universidade de Zurique, e publicada pela Universidade de Columbia, aponta que fatores políticos e sociais tradicionais continuam muito mais determinantes no comportamento do eleitor do que conteúdos gerados por IA.

    Segundo os pesquisadores, a atenção do público é disputada e a maior parte do material eleitoral em redes sociais atinge cidadãos que apenas buscam confirmar convicções prévias. A presença massiva de desinformação na internet reduz o ganho real de novas peças manipuladas.

    “Para os grupos mais suscetíveis, não são necessárias imagens muito sofisticadas”, afirmou Simon em entrevista. O pesquisador destaca que a identidade partidária e a confiança na fonte exercem peso maior na decisão do voto do que a sofisticação técnica de deepfakes.

    O levantamento ressalta também que a ampla disponibilidade das ferramentas generativas permite o uso simultâneo por diferentes candidaturas, o que equilibra forças nas disputas eleitorais.

    Com informações de BBC News Brasil.