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  • BMW rejeita novas tarifas da UE contra carros elétricos chineses

    O CEO da BMW, Milan Nedeljković, declarou que veículos chineses chegam à Europa com valores distorcidos, mas se posicionou contra a criação de novas tarifas de importação pela União Europeia.

    Nedeljković afirmou ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que modelos da China entram no mercado europeu a preços que “não fazem sentido do ponto de vista comercial”. Ele sugeriu negociações voluntárias de preços entre Bruxelas e Pequim em vez de mais barreiras comerciais.

    O executivo alertou que o bloco europeu enfrenta riscos caso aumente as taxas, porque os fabricantes locais dependem das células de baterias fornecidas pelo mercado chinês. Uma escalada tarifária pode provocar restrições ao fornecimento desse componente essencial.

    Atualmente, a União Europeia aplica alíquotas que variam de 17% a 35,3% sobre carros elétricos produzidos na China. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o déficit comercial com o país asiático como insustentável e estuda novas medidas.

    A postura da BMW diverge de montadoras como Volkswagen, Renault e Stellantis, que defendem a exigência de 70% de componentes regionais nos veículos. Uma análise do Instituto Bruegel indica que essa exigência encareceria cada carro elétrico em mais de 2 mil euros.

    A montadora alemã produz em território chinês os modelos elétricos MINI Cooper e MINI Aceman, ambos exportados para a Europa. Novas sobretaxas encareceriam a própria linha da fabricante.

    As vendas da BMW na China recuaram 26% em quatro anos, passando de 847.900 unidades em 2021 para 626.000 em 2025, conforme o balanço anual da empresa. Concorrentes como BYD, SAIC e Geely conquistaram essa fatia e avançam na Europa com preços inferiores aos das marcas alemãs.

    Com informações de O Antagonista.

  • Brasil e China ampliam cooperação em educação técnica pelo BRICS

    Brasil e China reforçam parcerias em educação técnica e profissional com projetos acadêmicos e industriais no âmbito do BRICS. A aproximação inclui cursos conjuntos de capacitação e treinamento fabril em solo brasileiro.

    Entre as ações bilaterais está a Escola Kapok do Brasil, lançada em novembro de 2025 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pelo Politécnico da Cidade de Guangzhou. A iniciativa oferece ensino de chinês e qualificação profissional.

    No setor industrial, a montadora BYD mantém o projeto Aprendiz Jovem na fábrica de Camaçari, na Bahia, em convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A empresa estima criar até 20 mil vagas de trabalho diretas e indiretas durante a implantação da unidade.

    As iniciativas integram a Aliança de Cooperação em Educação e Formação Técnica e Profissional do BRICS, criada há quatro anos. O grupo reúne 97 instituições e é gerido pela Associação de Educação da China para Intercâmbio Internacional.

    A integração acompanha o avanço do ensino técnico no Brasil. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que as matrículas em educação profissional e tecnológica saltaram 68,4% em cinco anos, passando de 1,89 milhão em 2021 para 3,18 milhões em 2025.

    Com informações de Brasil 247.