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  • Papa Leão XIV defende liberdade de imprensa após restrições de Trump

    O papa Leão XIV defendeu a liberdade de imprensa nesta sexta-feira (25), durante viagem de quatro dias à França, ao comentar as restrições impostas pelo governo de Donald Trump a veículos de comunicação nos Estados Unidos.

    Perguntado no avião papal por um repórter da CNN sobre as barreiras da gestão americana, o pontífice afirmou que a imprensa tem espaço garantido em seus voos. “Fico muito feliz que, aqui, todos vocês sejam bem-vindos”, declarou Leão, que também defendeu que o livre acesso dos jornalistas a figuras públicas ocorra “em todos os lugares, para todos”.

    A manifestação ocorre após um juiz conceder trégua judicial a CNN, MS NOW e Politico na quinta-feira (24) para entrarem na Casa Branca. Mesmo com a decisão, CNN e MS NOW afirmaram que tiveram a entrada barrada na cobertura da chegada do líder chinês Xi Jinping para um jantar oficial em Washington.

    Eleito no conclave de 2025, o pontífice americano já pediu a soltura de profissionais de mídia detidos em outras ocasiões. Em abril, Leão e Trump trocaram declarações públicas quando o papa manifestou oposição à guerra contra o Irã.

    A posição do pontífice mobilizou fiéis em Paris antes de uma celebração na Catedral de Notre-Dame nesta sexta-feira. No Vaticano, no entanto, a imprensa independente permanece impedida de fotografar visitas de chefes de Estado no escritório papal e não tem acesso a diversas audiências privadas desde a pandemia de covid-19.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Juiz manda governo Trump restabelecer credenciais da Casa Branca

    O juiz federal Tim Kelly determinou nesta quinta-feira (24) que o governo de Donald Trump restabeleça de forma imediata o credenciamento de imprensa da CNN, da MS NOW e do Politico na Casa Branca.

    A liminar suspende a restrição imposta aos três veículos pelos próximos 14 dias. Kelly avaliou que o veto, anunciado pelo presidente americano em 18 de setembro, provavelmente viola a Constituição dos Estados Unidos.

    Ao rejeitar o argumento de segurança nacional apresentado pelas autoridades federais, o magistrado apontou falta de provas nos autos. “O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional”, escreveu na decisão.

    Kelly também destacou declarações públicas do próprio Trump que relacionaram a punição à cobertura jornalística. O presidente havia publicado em redes sociais que as três empresas “não deveriam ter permissão para escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS”.

    A Justiça considerou que a Casa Branca ignorou precedentes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia que exigem o devido processo legal antes da suspensão de acessos. O Departamento de Justiça defendeu que a entrada no complexo é um privilégio discricionário, mas o tribunal rejeitou justificativas enviadas por cartas somente após o ajuizamento do processo.

    A ação judicial movida pelo trio de veículos contou com manifestação favorável de outros órgãos de comunicação. Reuters, Washington Post, Fox News e o Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa enviaram um documento conjunto em suporte aos jornalistas barrados.

    Com informações de Diário do Centro do Mundo (DCM).

  • Democratas abrem 8 pontos na disputa pelo Congresso dos EUA

    Candidatos democratas abriram oito pontos de vantagem sobre os republicanos na disputa pelo Congresso dos Estados Unidos, aponta pesquisa CNN/SSRS. O levantamento registra o presidente Donald Trump no menor nível de aprovação de sua presidência.

    Segundo os dados, 49% dos eleitores preferem um representante democrata em seu distrito, contra 41% que optam por um republicano. Ao todo, 44% dos votantes declaram que a escolha nas urnas representará uma mensagem de oposição a Trump.

    Apenas um terço dos americanos aprova a gestão do presidente republicano, com somente 13% manifestando apoio enfático ao seu desempenho. Na condução da inflação, a aprovação do chefe de Estado cai para 20%.

    A economia lidera as preocupações gerais, apontada como decisiva para o voto por 68% dos entrevistados. Nesse quesito, a oposição democrata construiu uma vantagem de sete pontos como a legenda mais alinhada à visão econômica da população.

    O desgaste atinge a própria base governista. Metade dos eleitores republicanos desaprova a resposta de Trump à alta de preços, e apenas 35% avaliam a atuação presidencial de forma fortemente positiva.

    Com informações de CNN Brasil.

  • Lula diz que pode aplicar reciprocidade comercial contra os EUA

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil pode aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos caso as negociações comerciais com Donald Trump não avancem.

    Em entrevista à CNN em Nova York, Lula criticou a postura do líder americano e disse que Trump age como um “imperador” na condução das relações internacionais.

    Segundo o presidente, as sobretaxas adotadas por Washington tiveram como base “mentiras”. Lula afirmou que a medida reduziu as exportações brasileiras para os Estados Unidos em 9% e derrubou as importações de produtos americanos em 8,5%.

    Para compensar o impacto das tarifas, o governo brasileiro ampliou as trocas com outros parceiros. Lula declarou que o comércio nacional avançou, em média, 10,5% com 57 países, citando avanços com China, Japão, Alemanha, Indonésia, Vietnã e União Europeia.

    Apesar das críticas, o petista disse que manterá as negociações abertas após conversar por telefone com Trump há cerca de um mês. “Enquanto estamos à mesa de negociação, não preciso aplicar a Lei da Reciprocidade. Preciso ter mais paciência”, afirmou.

    Com informações de R7.