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  • Corrupção e economia guiam voto de eleitores com 60 anos ou mais

    Corrupção e economia guiam voto de eleitores com 60 anos ou mais

    As acusações de corrupção e os rumos da economia lideram os motivos de escolha de voto para presidente entre eleitores com 60 anos ou mais. Os dados constam em pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (28/9).

    No levantamento, a corrupção foi apontada por 28% desse público como razão para definir o candidato no primeiro turno, enquanto a economia alcançou 27%. O desejo de impedir a vitória de determinado concorrente apareceu logo atrás, citado por 24% dos entrevistados nessa faixa etária.

    Outras áreas de interesse mencionadas pelo segmento incluem saúde pública, com 23%, e segurança pública, com 22%. A educação pública foi indicada por 17% dos eleitores mais velhos, e a situação financeira pessoal representou 15% das respostas.

    Entre os participantes com 60 anos ou mais, 19% não souberam ou não quiseram dizer a motivação central do voto. O percentual atinge quase o dobro da média de todo o país, que ficou em 10%. A pergunta avalia os critérios determinantes da escolha, e não se o eleitor já definiu o candidato.

    A sondagem entrevistou 2 mil pessoas por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro. O índice de confiança é de 95%, com margem de erro geral de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O relatório não detalhou a margem específica para o estrato a partir de 60 anos.

    Com informações de Amado Mundo (Guilherme Amado).

    Foto: TSE – Tribunal Superior Eleitoral | Licença: Dominio Publico

  • Tropa de choque tentou barrar impeachment de Collor na Câmara em 1992

    A tropa de choque de Fernando Collor mobilizou manobras regimentais, recursos ao Supremo Tribunal Federal e discursos no plenário para tentar barrar o impeachment na Câmara dos Deputados em setembro de 1992.

    A ofensiva reuniu parlamentares com diferentes estratégias antes da votação de 29 de setembro daquele ano. A base aliada tentava adiar prazos e apontava supostas falhas no direito de defesa do presidente diante da pressão popular e das denúncias de corrupção.

    Roberto Jefferson (PTB-RJ) assumiu a frente jurídica ao contestar decisões do presidente da Casa, Ibsen Pinheiro. Em 9 de setembro, Jefferson questionou a criação da comissão especial e levou à tribuna peças de mandado de segurança protocolado no STF.

    Collor acionou a corte máxima para discutir aspectos da tramitação, incluindo prazos de manifestação. Enquanto governistas apontavam prejuízo à ampla defesa, defensores do afastamento sustentavam a competência constitucional da Câmara para autorizar a abertura do caso sem julgar o mérito.

    O líder do governo, Humberto Souto (PFL-MG), tentou conter o esvaziamento da base e questionou regras de rito até o dia da votação. No plenário, Souto recorreu a debates regimentais e levou a discussão sobre ações no STF a partir de 10 de setembro.

    Na véspera da decisão, em 28 de setembro, o deputado Ricardo Fiúza (PFL-PE) subiu à tribuna após deixar a Secretaria de Governo. Fiúza afirmou ter retornado para defender suas crenças e ideais, em meio a acusações de adversários sobre liberação de verbas para atrair votos.

    A sustentação política contou ainda com parlamentares como Ronaldo Caiado e José Carlos Vasconcellos. Caiado classificou o movimento pró-impeachment como farsa e rejeitou o processo.

    A resistência governista ruiu no painel eletrônico com apenas 38 votos contrários. O plenário registrou 441 votos favoráveis, uma abstenção e 23 ausências entre os 503 deputados, superando o piso constitucional de 336 votos com o apoio decisivo de Paulo Romano (PFL-MG).

    Com informações de Congresso em Foco.