A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros traz riscos ao investimento estrangeiro e altera o xadrez eleitoral de 2026, avaliou o estrategista global Ruchir Sharma em entrevista divulgada nesta sexta-feira (17/7).
Com vigência prevista para 22 de julho, a taxação atinge cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações e transforma o Brasil no segundo país mais taxado pelo governo de Donald Trump, atrás apenas da China.
Segundo Sharma, chairman da Rockefeller International, o efeito direto da barreira comercial é contido por isenções, mas a medida representa a segunda tentativa norte-americana de usar tarifas como pressão em 13 meses.
No cenário político, o analista afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se beneficiar no curto prazo com um discurso de soberania nacional, embora o custo de vida pressione sua popularidade.
Para o estrategista, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro geraria reação inicial positiva dos investidores, mas traria cobranças imediatas por concessões em regulação digital para retirar as taxas americanas.
Levantamento citado por Sharma indica que mercados latino-americanos registram retorno médio de 37% em dólares nos primeiros dois anos de mandatos de direita, frente a 16% em gestões de esquerda.
Com informações de BBC News Brasil.