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  • Brasil e México debatem aliança estratégica na área da saúde

    O Ministério da Saúde defendeu nesta quarta-feira (23/9), na Cidade do México, uma integração estratégica com o México para fortalecer a produção científica, tecnológica e industrial de saúde na América Latina.

    A proposta busca ampliar a autonomia sanitária regional e diminuir a dependência de produtos externos. A posição foi apresentada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, em encontro com representantes dos setores público e privado locais.

    A secretária fez parte da delegação chefiada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo De Negri, a cooperação técnica e regulatória é necessária para que as duas nações deixem de atuar apenas como consumidoras de insumos com preços elevados fixados por países mais ricos.

    De Negri apontou que o envelhecimento populacional aumenta os gastos globais com tratamentos, enquanto a pandemia mostrou o risco do desabastecimento de itens básicos. “O fortalecimento do setor produtivo não se resume apenas ao desenvolvimento e à geração de empregos”, afirmou a secretária.

    A missão brasileira reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Integrantes de entidades empresariais dos ramos farmacêutico, farmoquímico e de equipamentos médicos também integraram o grupo.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • SUS passa a realizar cirurgia única para tratar glaucoma e catarata

    O Ministério da Saúde incluiu no SUS uma técnica cirúrgica que trata catarata e glaucoma em uma mesma operação. A portaria que oficializa o procedimento saiu no Diário Oficial da União da última quinta-feira (17).

    O procedimento atende pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve a moderado. A técnica remove o cristalino e desobstrui o canal de drenagem do olho em uma intervenção menos invasiva, com recuperação mais rápida.

    A nova diretriz inclui duas opções operatórias no protocolo da rede pública: a goniotomia excisional, feita por pequeno corte na córnea, e a trabeculotomia transluminal, realizada com microcateter ou fio cirúrgico. A proposta partiu da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) com parecer favorável da Conitec.

    “Além de ampliar a qualidade de vida e a adesão ao tratamento, essa inovação otimiza recursos públicos”, disse a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri.

    Estimativas da Conitec indicam que a goniotomia excisional pode gerar economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano de aplicação. Em cinco anos, o valor poupado ao substituir o implante iStent deve chegar a R$ 276 milhões.

    Hoje, o glaucoma atinge até 3% dos brasileiros com mais de 40 anos e figura como a segunda causa de cegueira no mundo, superado apenas pela catarata.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.