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  • CFM faz webinar sobre obesidade infantil e tratamentos no SUS

    O Conselho Federal de Medicina realiza, na tarde de 2 de outubro, o 1º Webinar de Endocrinologia Pediátrica para debater estratégias de enfrentamento à obesidade infantil e o acesso a tratamentos de alta complexidade.

    A programação avalia o diagnóstico da obesidade como emergência sanitária, critérios éticos terapêuticos e o emprego de cirurgia metabólica e medicamentos da classe GLP-1. O encontro também aborda a identificação precoce do diabetes mellitus tipo 1 e a incorporação de recursos assistenciais para pacientes pediátricos.

    Os debates incluem os gargalos no Sistema Único de Saúde (SUS), a judicialização de demandas médicas e dificuldades na distribuição de fármacos destinados a doenças endócrinas crônicas e raras.

    De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Endocrinologia e Metabologia do CFM, Bruno Leandro de Souza, o país registra cerca de 17 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com excesso de peso. O índice coloca o Brasil na sétima posição mundial em proporção de jovens com sobrepeso ou obesidade.

    Com informações de Noticias do CFM (Conselho Federal de Medicina).

  • Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

    O Ministério da Saúde pediu nesta quinta-feira (24) a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). O requerimento foi enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

    A solicitação abrange medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, que não possuem proteção de patente, voltados ao tratamento de pacientes com obesidade. A pasta apontou que a concorrência reduziu o preço desses remédios em 70% no Brasil em menos de um ano.

    Segundo o ministério, o país registra 25 versões do produto aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo 14 registradas em 2026, entre genéricos e opções nacionais. A articulação do governo com a agência ocorre desde 2025 para atrair fabricantes e incentivar pesquisas clínicas.

    O pedido toma como base uma diretriz divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de 2025, que recomenda o uso dessas terapias em escala populacional contra a obesidade. O documento alerta para a urgência de garantir acesso equitativo para evitar o aumento da desigualdade em saúde.

    No Brasil, os dados oficiais mostram que o índice de obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Em Porto Alegre (RS), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) conduz pesquisas sobre a aplicação do tratamento em usuários da rede pública.

    Caso a Conitec aprove a medida, o SUS definirá critérios específicos para selecionar os pacientes que terão acesso aos remédios, priorizando casos em que o controle do peso diminua o risco de complicações e cirurgias complexas.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.