Pesquisas sobre pleitos realizados entre 2023 e 2024 apontam que o impacto da inteligência artificial nas eleições tem sido superestimado. A conclusão é de estudo desenvolvido por Felix Simon, da Universidade de Oxford.
A análise, assinada com Sacha Altay, da Universidade de Zurique, e publicada pela Universidade de Columbia, aponta que fatores políticos e sociais tradicionais continuam muito mais determinantes no comportamento do eleitor do que conteúdos gerados por IA.
Segundo os pesquisadores, a atenção do público é disputada e a maior parte do material eleitoral em redes sociais atinge cidadãos que apenas buscam confirmar convicções prévias. A presença massiva de desinformação na internet reduz o ganho real de novas peças manipuladas.
“Para os grupos mais suscetíveis, não são necessárias imagens muito sofisticadas”, afirmou Simon em entrevista. O pesquisador destaca que a identidade partidária e a confiança na fonte exercem peso maior na decisão do voto do que a sofisticação técnica de deepfakes.
O levantamento ressalta também que a ampla disponibilidade das ferramentas generativas permite o uso simultâneo por diferentes candidaturas, o que equilibra forças nas disputas eleitorais.
Com informações de BBC News Brasil.