Tag: Lei Geral do Esporte

  • Lei do futebol feminino entra em vigor e limita não profissionais

    Lei do futebol feminino entra em vigor e limita não profissionais

    Publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29), a Lei 15.522/26 entrou em vigor com novas regras para clubes e limites para o registro de atletas não profissionais no futebol feminino.

    Os clubes formadores contam com prazo de 180 dias, renovável por igual período, para se adequar à exigência de manter equipes femininas. As agremiações formadoras de mulheres passam a ter os mesmos direitos e benefícios assegurados às do futebol masculino.

    A nova legislação fixa tetos imediatos para a presença de jogadoras sem vínculo profissional em torneios oficiais. Na principal divisão nacional, cada equipe pode registrar no máximo quatro atletas não profissionais.

    Nas demais divisões nacionais e na elite estadual, o teto é de seis jogadoras não profissionais, com limite de oito nas outras disputas profissionais. O Poder Executivo editará os parâmetros para reduzir essas quantidades de forma progressiva até a profissionalização integral das competições.

    O texto também altera as regras da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), exigindo que interessados em adotar o modelo formem jogadoras femininas, isoladamente ou em conjunto com a base masculina. As entidades esportivas também precisam assegurar igualdade de condições entre homens e mulheres em formação, incluindo infraestrutura, equipamentos e equipes de apoio.

    A lei estabelece ainda a criação de protocolos contra a violência e a discriminação no ambiente esportivo. O texto determina também a elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro para a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá jogos em oito capitais brasileiras.

    Com informações de Câmara dos Deputados, Senado Federal e Agencia Brasil.

    Foto: STF | Licença: Dominio Publico

  • Especialistas cobram planos para habitação, saneamento e esporte

    Especialistas cobram planos para habitação, saneamento e esporte

    Habitação, saneamento básico e estruturação esportiva exigem planejamento orçamentário e metas de longo prazo dos candidatos nas eleições de 2026. As prioridades foram detalhadas por especialistas em série de entrevistas da Rádio Câmara.

    O Brasil registra um déficit habitacional de seis milhões de moradias, enquanto contabiliza 11 milhões de domicílios vagos, segundo o Censo 2022. Para a diretora-geral do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico, Sabrina Dorigon Marques, as políticas públicas precisam focar na melhoria das residências já existentes.

    Sabrina Marques defendeu o uso de mecanismos legais previstos para construções vazias sem uso social. As medidas incluem parcelamento, cobrança progressiva de IPTU e desapropriação-sanção, além da aplicação de zonas especiais de interesse social (Zeis) para regularização fundiária.

    Na área de saneamento, cerca de 32 milhões de pessoas não recebem água tratada e quase 90 milhões vivem sem esgotamento sanitário. A carência do serviço provoca 344 mil internações e 4,9 mil mortes anuais por doenças associadas, como diarreia, dengue e esquistossomose.

    A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, apontou que cumprir as metas do Marco Legal até 2033 trará retornos econômicos expressivos. A universalização pode gerar R$ 25 bilhões em economia com custos de saúde, mais de R$ 400 bilhões em produtividade do trabalho e R$ 60 bilhões no turismo.

    No setor esportivo, os investimentos públicos cresceram mais de 128% desde 2019, somando R$ 1,75 bilhão. O coordenador do Instituto Inteligência Esportiva da UFPR, Fernando Mezzadri, alertou, no entanto, que apenas 20% das cidades brasileiras possuem planos municipais de esporte.

    Mezzadri também cobrou a aprovação definitiva do Plano Nacional do Esporte (PL 409/22), projeto que passou pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado Federal.

    Com informações de Câmara dos Deputados.

    Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil