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  • Stiglitz diz que tarifas dos EUA punem o Pix e a autonomia digital

    O economista Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel, afirmou que as tarifas comerciais aplicadas pelo governo Donald Trump contra o Brasil buscam punir a autonomia digital do país e enfraquecer o sistema de pagamentos Pix.

    Segundo o professor da Universidade Columbia, Washington age para defender interesses corporativos de operadoras de cartão dos Estados Unidos ao retaliar a criação de meios de pagamento nacionais de baixo custo.

    O economista avaliou que os impactos comerciais das taxas tendem a ser limitados para o mercado brasileiro. Na análise de Stiglitz, os benefícios econômicos e sociais proporcionados pelo Pix superam as perdas provocadas pelas barreiras impostas pela gestão americana.

    Stiglitz também rejeitou as justificativas de Washington sobre combate a trabalho forçado, classificando as alegações como uma manobra com objetivos estritamente políticos. Ao avaliar a reação de Brasília à pressão externa, o economista declarou: “Eu preciso parabenizar o Brasil por não ter capitulado”.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula defende diálogo com Trump e rejeita tarifas dos Estados Unidos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (14) que manterá o diálogo com Donald Trump, apesar das sobretaxas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    Lula classificou como falsas as justificativas do governo norte-americano para as tarifas. O presidente declarou que pretende responder às medidas com dados oficiais sobre a redução do desmatamento no país.

    O chefe do Executivo também citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e criticou tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro. Segundo Lula, o Brasil exige respeito à sua soberania nas relações diplomáticas.

    Na área interna, Lula defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição sobre segurança pública em tramitação no Senado. A medida visa delimitar as atribuições de municípios, estados e União no combate ao crime organizado, abrindo espaço para a criação do Ministério da Segurança Pública.

    O presidente destacou ainda a reformulação do programa Minha Casa, Minha Vida. Lula defendeu a inclusão de varandas, espaços de convivência e bibliotecas nos conjuntos habitacionais para melhorar as condições de moradia das famílias atendidas.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • EUA revogam visto de embaixadora do Brasil e agravam crise

    O governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, em meio ao aumento da tensão diplomática e a ataques do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O atrito bilateral recente envolve também a indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília sem a consulta prévia exigida pelo protocolo diplomático tradicional.

    O diretor do Roger Thayer Stone Center for Latin American Studies na Universidade Tulane, Anthony Pereira, avalia que Washington prioriza uma abordagem ideológica em vez de interesses estratégicos, negligenciando parcerias em minerais críticos, etanol, combate ao crime organizado e proteção da Floresta Amazônica.

    A tensão regional aumentou após o presidente argentino, Javier Milei, discursar em São Paulo no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro e ofender Lula, episódio que levou o governo brasileiro a rebaixar o nível das relações com Buenos Aires.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula diz que Trump age como imperador e ameaça retaliação comercial

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o líder norte-americano Donald Trump “age como imperador” e advertiu que o Brasil pode aplicar medidas de reciprocidade se as negociações tarifárias fracassarem.

    Em entrevista à CNN nos Estados Unidos, onde participa da Assembleia Geral da ONU, o petista declarou que tentará negociar a redução do tarifaço de até 37,5% imposto contra exportações brasileiras.

    Lula ressaltou que o Brasil mantém déficit comercial com Washington e chamou as sobretaxas de injustas. Se o diálogo não avançar, o governo estuda recorrer à Lei de Reciprocidade aprovada no Congresso para taxar itens de interesse dos norte-americanos.

    O presidente também classificou como grave a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro em janeiro. Lula defendeu que a presidente interina Delcy Rodríguez convoque eleições imediatas para restaurar a soberania do país vizinho.

    Sobre o pleito brasileiro marcado para 4 de outubro, Lula acusou o deputado Eduardo Bolsonaro de atuar contra o país no exterior e manifestou preocupação com suspeitas de interferência estrangeira na disputa.

    Com informações de G1 — Globo.