Tag: Ministério Público Federal

  • Justiça Federal absolve delegado da PF em ação de improbidade no RS

    A 2ª Vara Federal de Passo Fundo (RS) absolveu um delegado da Polícia Federal, três familiares dele e uma empresa em ação de improbidade administrativa. A sentença do juiz Joel Luis Borsuk foi publicada em 22 de setembro.

    O Ministério Público Federal acusava o agente de atrasar propositalmente uma investigação contra um enfermeiro do Hospital São Vicente de Paulo. Segundo a acusação inicial, o profissional da saúde direcionaria a compra de órteses, próteses e insumos cirúrgicos para a empresa pertencente aos parentes do policial em troca da paralisação do inquérito.

    A apuração judicial apontou que o enfermeiro não tinha poder para definir fornecedores nem interferia nas compras da unidade hospitalar. Depoimentos de testemunhas confirmaram que as solicitações de materiais cirúrgicos seguiam critérios técnicos, fluxo administrativo próprio e dependiam unicamente da escolha dos médicos cirurgiões.

    Ao analisar as acusações, o juiz pontuou que a lei exige a comprovação de dolo específico para caracterizar ato de improbidade administrativa. De acordo com a decisão, “eventual atuação negligente ou desidiosa na esfera correcional/disciplinar não se confunde, automaticamente, com o dolo específico de corrupção exigido pela Lei de Improbidade Administrativa”.

    O magistrado observou que a lentidão do inquérito policial decorreu de fatores estruturais enfrentados pela Delegacia da Polícia Federal de Passo Fundo, incluindo acúmulo de trabalho e greve de servidores. Sobre o pagamento de R$ 21.600 ao delegado, a Justiça concluiu que o valor correspondia a comissão de corretagem imobiliária devida à companheira dele pela venda de um imóvel ao enfermeiro, sem relação com propina.

    A sentença também apontou que, embora a irmã e o cunhado do policial atuassem como sócios de fato para contornar normas éticas da medicina, a conduta não gerou enriquecimento ilícito por meio de atos ímprobos. O próprio MPF pediu a improcedência da ação nas alegações finais diante da falta de provas. A decisão cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

    Com informações de Noticias TRF4.

  • MPF reúne procuradores para alinhar aplicação da Lei Antifacção

    Cerca de 60 procuradores do Ministério Público Federal debateram, nesta quinta-feira (26), em Brasília, a aplicação prática da Lei nº 15.358/26, conhecida como Lei Antifacção.

    O encontro na sede da Procuradoria-Geral da República tratou de inovações processuais e penais voltadas a aprofundar a repressão às organizações criminosas no país.

    Durante a abertura, o coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou de Araújo Sá, apresentou o balanço dos primeiros 12 meses da unidade. O grupo conduziu seis operações de grande porte e mantém 24 apurações em andamento.

    Nos Gaecos locais, as medidas adotadas ao longo de 2025 somaram 60 operações, 126 prisões e 126 denúncias contra 929 pessoas. Os pedidos de bloqueio patrimonial alcançaram R$ 28 bilhões, com mais de 400 investigações ativas no período.

    A estrutura foi reforçada com a criação de oito núcleos regionais sediados em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Belém e Salvador. Com 133 membros dedicados exclusivamente a essas funções, a área passa a mobilizar cerca de 12% do quadro de procuradores.

    Na mesa de abertura, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu o trabalho articulado com outros países. “A cooperação internacional é fundamental, pois não há combate eficiente a organizações criminosas sem ela”, afirmou.

    A coordenadora da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, Luiza Frischeisen, alertou para o avanço das facções no Norte. A subprocuradora-geral destacou a presença do crime em terras indígenas, quilombolas e áreas ribeirinhas, onde rios são usados para transporte de armas e drogas.

    O seminário discutiu ainda alterações nos Códigos Penal e de Processo Penal, adequação aos novos tipos de delito, asfixia financeira do crime organizado e mecanismos de investigação sobre o uso de criptoativos e conexões transnacionais.

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

  • MPF realiza ação contra desinformação com estudantes em Brasília

    Mais de 100 alunos do Colégio Digital, no Jardins Mangueiral, em Brasília, participaram nesta quarta-feira (23) de uma ação do Ministério Público Federal contra a desinformação nas redes.

    O projeto “Manda a Real” levou dinâmicas e vídeos para ensinar estudantes do ensino médio a identificar conteúdos falsos e checar postagens antes do compartilhamento. Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre como acessar o portal da iniciativa e denunciar materiais enganosos.

    Com a proximidade das Eleições Gerais de 2026, a equipe do órgão abordou a desinformação eleitoral e os canais para notificar irregularidades. A palestra também explicou a atuação do Ministério Público Eleitoral na fiscalização e na preservação da normalidade da votação.

    A atividade foi conduzida pela chefe da Divisão de Estratégia e Análise, Camila Shizue, com a presença da subsecretária de Relacionamento Institucional, Thalissa Leão, e do servidor Tiago de Souza, da área de Campanhas e Publicidade.

    A subsecretária ressaltou o impacto do debate no ambiente de ensino. “Levar esse assunto para as escolas permite ao Ministério Público dialogar diretamente com os jovens e contribuir para que desenvolvam uma postura mais crítica diante dos conteúdos que acessam nas redes sociais e compartilham”, declarou Thalissa Leão.

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

  • STF uniformiza licenças gestante e adotante em 180 dias

    STF uniformiza licenças gestante e adotante em 180 dias

    O Supremo Tribunal Federal uniformizou em 180 dias os prazos das licenças gestante e adotante para trabalhadoras com carteira assinada, servidoras públicas federais e militares, após julgamento concluído nesta quarta-feira (23).

    A regra estabelece 120 dias de afastamento com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. O direito vale para novos pedidos e para licenças já em andamento, sem distinção pela idade da criança adotada.

    A contagem do benefício inicia no nono mês de gestação, no parto, na data da adoção ou na alta hospitalar em episódios de prematuridade. O plenário acolheu os argumentos apresentados pelo Ministério Público Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7495.

    O tribunal rejeitou, no entanto, o pedido para permitir que a mulher escolhesse compartilhar o período de afastamento com o pai. Os ministros entenderam que essa divisão depende de aprovação prévia de lei pelo Congresso Nacional.

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

    Foto: Supremo Tribunal Federal STF | Licença: Dominio Publico | Acervo Byfotos: 01a04861-8eae-73a9-9aba-9a6079f386b4

  • Rede-Lab reúne 68 laboratórios contra patrimônio do crime

    Coordenadores de 68 laboratórios da Rede-Lab iniciaram um encontro para debater estratégias de asfixia financeira e recuperação de ativos contra o crime organizado, com representantes de polícias civis, Ministérios Públicos e órgãos federais.

    A programação foca a atuação contra facções ultraviolentas e a aplicação da Lei nº 15.358/2026, a Lei Raul Jungmann, que permite a perda de bens ilícitos por meio de ação civil autônoma.

    Durante a abertura do evento, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram acordos de cooperação técnica para ingressar na rede.

    A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, defendeu que o rastreamento e o bloqueio de bens devem ocorrer desde a fase inicial dos inquéritos, sem esperar o desfecho do processo criminal.

    O colegiado congrega 26 polícias civis, Ministérios Públicos estaduais e do Distrito Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Coaf, sob coordenação do DRCI.

    Com informações de Noticias do MJSP (Ministerio da Justica e Seguranca Publica).

  • CSMPF vota se investiga atuação de Paulo Gonet no caso Banco Master

    O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou sessão extraordinária nesta sexta-feira (25) para decidir se investiga a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em apurações ligadas ao Banco Master.

    Os conselheiros vão avaliar a Notícia de Fato PGR-00385698/2026 para determinar se há elementos que justifiquem a designação de um subprocurador-geral da República para apurar suposto crime comum cometido pelo chefe do órgão.

    O processo administrativo foca a atuação de Gonet em petições em trâmite no Supremo Tribunal Federal referentes ao Banco Master. A deliberação tem base no artigo 57, inciso X, da Lei Complementar 75/1993.

    A sessão será presidida pelo vice-presidente do colegiado, Nicolao Dino, com relatório do subprocurador-geral Francisco Sanseverino. Os integrantes votarão em ordem reversa de antiguidade.

    Os trabalhos começam às 10h, com transmissão pelo canal da instituição no YouTube. Apenas repórteres poderão acompanhar no local, com proibição de celulares, gravadores, fotógrafos e cinegrafistas no plenário.

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

  • Comunidade quilombola garante servidão de passagem em Paracatu

    A Justiça Federal homologou acordos que garantem o livre trânsito permanente da Comunidade Quilombola Porto Pontal na Estrada do Beco, em Paracatu (MG). A via é usada há mais de 60 anos pelos moradores e dá acesso a atividades de pesca, religião e convívio social.

    As negociações foram conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) após um fazendeiro vizinho gradear a passagem e isolar famílias da região depois do período chuvoso de 2024.

    O termo assinado com a Prefeitura de Paracatu estabelece prazo de seis meses para o Executivo municipal finalizar as melhorias na estrada e reconstruir a ponte sobre o Córrego Frederico.

    Antes da conciliação com o município, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) já havia validado o acordo que obrigou o proprietário rural a reconhecer a servidão perpétua e reconstituir o trecho.

    O Incra e a Fundação Cultural Palmares concordaram com as medidas. A ação civil pública continuará tramitando na Justiça Federal exclusivamente para o julgamento do pedido de indenização por danos morais coletivos contra os réus.

    Com informações de Noticias MPMG.

  • MPF destaca ações ambientais e de segurança no Interesse Público

    A nova edição do programa Interesse Público destaca iniciativas do Ministério Público Federal na defesa de comunidades tradicionais, segurança em viagens por aplicativo e preservação ambiental pelo país.

    Em Santa Catarina, a Justiça Federal atendeu a uma solicitação do órgão e suspendeu a remoção de árvores de pinus no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis. A reserva possui mais de 1,5 mil hectares e abriga uma comunidade quilombola.

    No Pará, o MPF acionou a Justiça por causa dos danos provocados pelas obras da rodovia Avenida Liberdade na região metropolitana de Belém. A intervenção atingiu territórios tradicionais, com destruição de açaizais e prejuízos para a pesca e para a renda das famílias.

    Na Paraíba, o programa aborda a integração do botão de emergência da Uber ao serviço 190, resultado de medida com o Ministério Público estadual. A ferramenta repassa automaticamente a localização e os detalhes da viagem às forças policiais em situações de perigo.

    A edição também registra o encontro de integrantes do MPF com autoridades de 14 países para discutir o combate à corrupção. A exibição inédita ocorre na TV Justiça nesta sexta-feira (25), às 21h30.

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

  • Conselho do MPF vota nesta sexta sobre Paulo Gonet no caso Master

    O Conselho Superior do Ministério Público Federal realiza nesta sexta-feira (25), às 10h, sessão pública e transmitida ao vivo para analisar a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Master.

    O colegiado vai avaliar a permanência de Gonet na condução do processo e apurar supostas mensagens de Daniel Vorcaro que citam o procurador-geral. Em discussão está também a manifestação de Gonet pela anulação de um relatório policial no qual seu nome aparecia.

    A sessão ocorre após a divulgação de uma foto em que Gonet aparece sentado à mesa com Vorcaro durante evento em Londres. Apesar do desgaste provocado pela imagem, a tendência interna no colegiado aponta para a rejeição da declaração de parcialidade do chefe do Ministério Público Federal.

    A PGR informou que a reunião terá transmissão pelo YouTube, procedimento padrão adotado nas sessões do órgão. O esclarecimento veio após o senador Carlos Viana (PSD-MG) cobrar que o julgamento não ocorresse sob sigilo, restando pendente apenas a definição sobre a entrada de público no auditório devido à lotação do espaço.

    Com informações de Brasil 247.

  • TSE proíbe uso de deepfakes em propaganda eleitoral

    TSE proíbe uso de deepfakes em propaganda eleitoral

    O Tribunal Superior Eleitoral fixou entendimento que proíbe o uso de deepfakes em propagandas eleitorais e prevê a remoção de conteúdos manipulados por inteligência artificial que simulem pessoas reais ou fictícias, além de aplicação de multas.

    A definição ocorreu em setembro de 2026 durante a análise de um vídeo transmitido na convenção nacional de uma legenda partidária. Embora os ministros tenham concluído que a exibição pública na ocasião não configurou propaganda, o tribunal estabeleceu a tese oficial para orientar toda a Justiça Eleitoral.

    Com base na Resolução TSE nº 23.610/2019, a tese veda materiais sintéticos gerados ou alterados por tecnologias digitais que apresentem grau de verossimilhança ao recriar imagem ou voz. A norma também impede postar ou repostar peças fabricadas por inteligência artificial no período de 72 horas antes até 24 horas após a votação.

    O emprego de inteligência artificial permanece autorizado para tarefas como confecção de peças gráficas e revisão de textos, desde que haja sinalização explícita do recurso. Eleitores que flagrarem irregularidades podem registrar denúncias no MP Eleitoral, pelo sistema MPF Serviços, ou no TSE, por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).

    Com informações de Noticias MPF (PGR).

    Foto: TSE – Tribunal Superior Eleitoral | Licença: Dominio Publico | Acervo Byfotos: 01a045e4-e43f-7033-ac32-7dd70f725a4f