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  • Donald Trump recebe Xi Jinping nos EUA para visita de Estado

    O presidente da China, Xi Jinping, desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (23) para uma visita de Estado de três dias. Donald Trump recepcionou o líder chinês pessoalmente na Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington.

    O encontro marca a retomada direta do diálogo quatro meses após a viagem de Trump a Pequim terminar sem um acordo econômico estrutural. A cerimônia oficial de recepção está marcada para esta quinta-feira.

    A pauta econômica coloca minerais críticos e comércio no centro das discussões. Trump busca a redução das limitações chinesas à exportação de terras raras e tenta negociar a venda de aviões e produtos agrícolas americanos.

    A indústria dos Estados Unidos mantém forte dependência do fornecimento chinês. O país fabricou apenas 300 toneladas das 48 mil toneladas de ímãs de terras raras consumidas internamente em 2025, insumo vital para o setor bélico e tecnológico.

    Pequim tenta preservar a trégua tarifária e frear restrições americanas sobre semicondutores e inteligência artificial. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, a prioridade da comitiva é fortalecer a estabilidade estratégica e administrar divergências bilaterais.

    De janeiro a julho deste ano, os Estados Unidos acumularam déficit comercial de cerca de US$ 91,2 bilhões com a China, segundo o Census Bureau. As importações de produtos chineses somaram US$ 156,4 bilhões, contra US$ 65,2 bilhões exportados.

    A agenda da visita inclui um jantar de Estado com executivos de gigantes da tecnologia americana. Representantes de companhias como Nvidia, Apple, OpenAI, Amazon, Alphabet e Tesla devem participar do evento com os dois presidentes.

    Com informações de Diário do Centro do Mundo (DCM).

  • CEO da OpenAI pede cuidado extremo com avanço da IA na ONU

    O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou nesta quarta-feira (23) no Conselho de Segurança da ONU que a evolução da inteligência artificial exige cuidado extremo diante da rapidez de seu avanço.

    Durante reunião de emergência do colegiado de 15 membros, Altman declarou que o setor não deve tolerar perigos desmedidos sob a justificativa de que os ganhos potenciais impedem freios no desenvolvimento.

    O executivo compareceu ao debate acompanhado de Dario Amodei, da Anthropic, e de Clément Delangue, da Hugging Face. Os líderes foram chamados para traçar um panorama técnico após semanas de alerta mundial sobre sistemas fora de controle.

    Altman defendeu um meio-termo na avaliação dos impactos tecnológicos. “Não queremos cair na armadilha do otimismo cego, mas também não podemos sucumbir ao catastrofismo”, disse.

    A OpenAI pediu recentemente que os Estados Unidos assumam a liderança de uma iniciativa internacional destinada a padronizar regras para a tecnologia.

    Com informações de Jornal de Brasília.

  • Empresas de IA vão manter ritmo e ignorar apelos por pausa

    As empresas de tecnologia vão manter o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial sem desaceleração, apesar dos recentes apelos públicos de executivos do setor. A avaliação foi feita pelo especialista em inteligência artificial Kenneth Corrêa.

    A discussão começou após Dario Amodei, da Anthropic, defender publicamente mais cautela nos avanços tecnológicos, recebendo o apoio de Elon Musk e Sam Altman. Para Corrêa, a tentativa de estabelecer um ritmo conjunto para a indústria levanta suspeitas sobre violação do Sherman Act, a legislação antitruste americana de 1890.

    O especialista afirmou que OpenAI e Anthropic operam com avaliações de mercado próximas a um trilhão de dólares e faturam principalmente com a venda de tokens para companhias. Nesse cenário, o discurso de que a tecnologia exige freios reforçaria a dependência do mercado em relação a esses dois fornecedores.

    Uma ação judicial foi apresentada na Califórnia apontando que a concentração de mercado cria exigências regulatórias, como equipes dedicadas de validação de segurança, inviáveis para startups menores. Simultaneamente, um porta-voz do governo da China classificou as declarações como disseminação de pânico voltada a captar investimentos.

    Corrêa destacou ainda que um freio só ocorreria com consenso internacional irrestrito, o que não existe. Donald Trump também rejeitou os apelos por pausa durante ligação ao presidente da Nvidia, alinhando a visão americana à postura chinesa de manutenção dos investimentos.

    Com informações de CNN Brasil.