Tag: Organização Mundial da Saúde (OMS)

  • ALMG ilumina sede de azul pelo Dia Mundial do Pulmão

    A Assembleia Legislativa de Minas Gerais ilumina a sede do Parlamento de azul a partir desta sexta-feira (25/9) até segunda-feira (28/9) para marcar o Dia Mundial do Pulmão. A ação ocorre diariamente das 18h às 22h.

    O Palácio da Inconfidência recebe a cor especial por requerimento do deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PL). A iniciativa integra o programa Laços da Consciência, que promove campanhas de sensibilização sobre saúde pública e bem-estar social.

    Promovida globalmente pelo Fórum Internacional de Sociedades Respiratórias, a data tem em 2026 o tema “A Lifetime of Lung Health” (“Uma vida de saúde pulmonar”). O objetivo central é alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e impacto de fatores como tabagismo e poluição do ar.

    O sistema respiratório enfrenta agravos graves com alto índice de mortalidade. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) causou 3,4 milhões de mortes em 2023, ocupando o terceiro lugar entre as principais causas de óbito no planeta.

    No Brasil, o câncer de pulmão lidera as mortes causadas por tumores, vitimando cerca de 31 mil pessoas a cada ano. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, com dados do SUS, 87% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados da enfermidade.

    O estado conta com ao menos oito leis aprovadas sobre o tema, incluindo a Lei 25.301, de 2025, voltada à assistência integral e prevenção de doenças respiratórias graves. A iluminação de setembro na ALMG já destacou neste mês o Alzheimer, na cor lilás, e os direitos das pessoas com deficiência, em verde.

    Com informações de Assembleia de Minas – Noticias.

  • Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

    O Ministério da Saúde pediu nesta quinta-feira (24) a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). O requerimento foi enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

    A solicitação abrange medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, que não possuem proteção de patente, voltados ao tratamento de pacientes com obesidade. A pasta apontou que a concorrência reduziu o preço desses remédios em 70% no Brasil em menos de um ano.

    Segundo o ministério, o país registra 25 versões do produto aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo 14 registradas em 2026, entre genéricos e opções nacionais. A articulação do governo com a agência ocorre desde 2025 para atrair fabricantes e incentivar pesquisas clínicas.

    O pedido toma como base uma diretriz divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de 2025, que recomenda o uso dessas terapias em escala populacional contra a obesidade. O documento alerta para a urgência de garantir acesso equitativo para evitar o aumento da desigualdade em saúde.

    No Brasil, os dados oficiais mostram que o índice de obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Em Porto Alegre (RS), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) conduz pesquisas sobre a aplicação do tratamento em usuários da rede pública.

    Caso a Conitec aprove a medida, o SUS definirá critérios específicos para selecionar os pacientes que terão acesso aos remédios, priorizando casos em que o controle do peso diminua o risco de complicações e cirurgias complexas.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Fiocruz debate reforma da governança da saúde global na ONU

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participou na segunda-feira (21/9), em Nova York, do lançamento do relatório do Painel de Alto Nível sobre a Reforma da Arquitetura e Governança da Saúde Global (HLP-GHAG).

    O documento apresenta dez recomendações voltadas à soberania sanitária e faz um balanço do primeiro ano do Accra Reset, iniciativa internacional liderada por chefes de Estado com foco prioritário na área da saúde. O evento ocorreu em paralelo à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    A vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz e copresidente do painel, Priscila Ferraz, chefiou os trabalhos dedicados à soberania em saúde. O diagnóstico engloba as etapas de inovação, regulação, produção, aquisição e distribuição de insumos.

    O colegiado independente reuniu 23 especialistas incumbidos de apontar gargalos estruturais no setor. O encontro contou com a presença do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, e do presidente de Gana e do Conselho do Accra Reset, John Dramani Mahama.

    A lista de diretrizes inclui a criação de pactos nacionais integrados com plano e orçamento unificados, o fortalecimento de instituições regionais e a reforma de entidades globais de saúde. O relatório também defende produção farmacêutica regional, poder de compra compartilhado, foco em bens públicos globais e manutenção de serviços durante crises.

    A proposta busca reverter a dependência externa de nações do Sul Global. No continente africano, mais de 70% dos medicamentos, mais de 90% dos dispositivos médicos e mais de 99% das vacinas consumidas continuam sendo importados.

    O arranjo do Accra Reset opera por meio de três braços interligados. Enquanto o painel técnico define os pontos de reforma e o grupo consultivo monitora a adesão internacional, um mecanismo facilitador converte compromissos políticos em projetos de investimento executáveis em ciclos de 24 meses.

    Com informações de Agencia Fiocruz de Noticias.

  • Brasil defende produção regional de remédios em evento da ONU

    O Ministério da Saúde defendeu a produção regional de medicamentos e o acesso a tecnologias em evento da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta quarta-feira (23).

    O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, discursou em encontro promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) com líderes africanos. Ele apresentou a atuação do SUS no enfrentamento do HIV por meio do tratamento gratuito e universal.

    “Não podemos aceitar uma arquitetura global de saúde em que os países sejam apenas receptores da inovação, em vez de participantes ativos em seu desenvolvimento e produção”, afirmou Massuda.

    O secretário destacou a Coalizão Global para Produção Local e Regional, criada durante a presidência brasileira do G20, e reforçou a oferta de cooperação com países africanos. O país recebeu em 2025 o certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV.

    A agenda do ministério na 81ª sessão da Assembleia Geral segue até sexta-feira (25). Na terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o Debate Geral com alertas contra o avanço de campanhas antivacina e em defesa do fortalecimento da OMS.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Brasil e México negociam parceria para produzir vacinas de mRNA

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se nesta terça-feira (22) com representantes da farmacêutica estatal mexicana Birmex, na Cidade do México, para discutir a criação de plataformas bilaterais de produção e pesquisa de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro.

    O plano dá andamento a um acordo firmado em agosto de 2025 entre a Fiocruz, a Birmex e o Ministério da Saúde do México. A iniciativa estabelece intercâmbio entre pesquisadores, capacitação profissional, visitas técnicas e busca de financiamento conjunto para projetos clínicos e industriais.

    No Brasil, o Ministério da Saúde destina R$ 210 milhões para o avanço da tecnologia de mRNA em laboratórios públicos. Os recursos atendem a Fiocruz, o Instituto Butantan e o Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA).

    A Fiocruz desenvolve uma vacina contra a Covid-19 autorizada pela Anvisa para estudos clínicos como dose de reforço, além de pesquisas contra leishmaniose e tuberculose. No Instituto Butantan, os valores financiam uma fábrica voltada a imunizantes contra Covid-19 e raiva, enquanto a UFMG elabora fórmulas para dengue, malária, doença de Chagas, gripe e imunoterapia oncológica.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.