Tag: Organização Mundial do Comércio (OMC)

  • MDIC rebate investigação dos EUA e rejeita medidas unilaterais

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou nota em que rebate a investigação dos Estados Unidos sob a Seção 301 e afirma que não há justificativa para a aplicação de medidas unilaterais contra o Brasil.

    A pasta destacou que os norte-americanos acumularam nos últimos 15 anos um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o mercado brasileiro. Desde julho de 2025, os dois governos já realizaram mais de 30 reuniões bilaterais sobre o tema.

    No documento, o governo brasileiro defendeu os resultados na área ambiental, com índices superiores a 50% de queda na degradação da Amazônia. O informe ressalta também que a madeira tropical exportada pelo país representa apenas 0,65% do mercado mundial e passa por rigorosa fiscalização do Ibama e da Receita Federal antes do embarque.

    Em relação à regulação digital e às tarifas, o governo frisou que as decisões do Supremo Tribunal Federal e a Lei Geral de Proteção de Dados não discriminam empresas estrangeiras. A manifestação apontou ainda que os acordos comerciais negociados no âmbito do Mercosul cumprem integralmente as regras da Organização Mundial do Comércio.

    A nota oficial rebateu o uso de diagnósticos antigos da OCDE sobre combate à corrupção e mencionou relatório da Transparência Internacional que aponta avanços nacionais na área, inclusive por meio da Operação Carbono Oculto.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • Quaest: 51% culpam Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA

    Quaest: 51% culpam Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que 51% dos brasileiros culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos contra produtos do Brasil.

    O índice representa a adesão à tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o parlamentar incentivou a medida para desgastar o governo. Outros 30% confiam no senador, que nega apoio à taxação e sustenta ter pedido a Donald Trump que poupasse o país. Em junho, o placar era de 47% a 35%.

    O levantamento aponta que 63% dos entrevistados temem prejuízos diretos na vida pessoal ou familiar com a sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano. No mês anterior, essa fatia era de 55%.

    Sobre a motivação dos Estados Unidos, 49% encaram a cobrança como retaliação ao sistema Pix, argumento de Lula. Já 33% atribuem as tarifas a declarações do petista contra a Casa Branca.

    Entre os eleitores que souberam da ida de Flávio aos EUA, 58% dizem que ele não tem força política para demover Trump. O tarifaço amplia a intenção de voto em Lula para 42%, enquanto 27% afirmam que o episódio reforça a opção pelo senador.

    O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente de 10 a 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

    Foto: Ton Molina/Agência Senado | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike | Acervo Byfotos: 01a05f43-b337-7013-a9ed-09f0dde1552c

  • Lula diz que Trump age como imperador e critica tarifas dos EUA

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, age como um imperador devido à postura unilateral na política comercial.

    Em entrevista à rede CNN Internacional, concedida em Nova York, Lula defendeu o multilateralismo e criticou as barreiras tarifárias impostas pela gestão norte-americana. O petista afirmou que não pretende aplicar a Lei de Reciprocidade enquanto o diálogo estiver aberto.

    Lula desembarcou na cidade no domingo (20) para realizar o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22). Não há confirmação de reunião bilateral com o chefe de Estado norte-americano.

    A declaração ocorre em meio à cobrança de uma tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros em julho, somada a outra taxa de 12,5%. O governo brasileiro contesta as medidas na Organização Mundial do Comércio.

    Com informações de Tribuna do Agreste.