A exploração de petróleo na Amazônia pode gerar recursos para financiar o combate a crimes ambientais na região, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, no Rio de Janeiro.
A declaração ocorreu durante o evento ROG.e. O executivo defendeu que tributos e royalties da atividade petrolífera devem custear ações contra desmatamento, queimadas e garimpo ilegal, que concentram 48% das emissões de dióxido de carbono no país.
Na avaliação de Ardenghy, as novas frentes na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, não afetam a mata diretamente por estarem em ambiente marítimo. Ele ressaltou que a estrutura logística de apoio em portos e aeroportos pode criar empregos para parte dos 29 milhões de moradores da Amazônia.
Além dos projetos marítimos no Norte, o polo de Urucu, localizado no Amazonas, tem previsão para a abertura de 22 novos poços até 2030. A área produz gás natural e óleo em terra desde a década de 1980.
O presidente do IBP também apontou o cenário internacional como uma oportunidade para o Brasil ampliar sua participação no mercado global. Segundo ele, tensões no exterior forçam países importadores a buscar alternativas para garantir o suprimento, já que 80% da matriz energética do planeta ainda depende de hidrocarbonetos.
Com informações de A Critica.