O climatologista Carlos Nobre recebeu o Prêmio Thomas E. Lovejoy 2026 durante a Semana do Clima de Nova York, nos Estados Unidos, em reconhecimento a mais de quatro décadas de dedicação à conservação da Amazônia.
A cerimônia de premiação ocorreu em 23 de setembro. A honraria é concedida em conjunto por cinco organizações internacionais: Conservation International, Global Environment Facility, The Nature Conservancy, Wildlife Conservation Society (WCS) e World Wildlife Fund (WWF).
O prêmio homenageia o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy (1941-2021), que criou a expressão “diversidade biológica” em 1980. Segundo a WCS, a escolha reconhece a liderança científica de Nobre e a atuação pioneira voltada à proteção do bioma amazônico.
Nobre trabalhou no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre 1983 e 2012, período em que chefiou o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST). Hoje, atua como professor visitante e titular da Cátedra Clima & Sustentabilidade no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP).
Na gestão pública, presidiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dirigiu o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e atuou como secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Nobre também integrou a equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, que dividiu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 com o ex-vice-presidente americano Al Gore.
Graduado em engenharia eletrônica, o pesquisador concluiu doutorado em meteorologia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pós-doutorado na Universidade de Maryland.
Com informações de Jornal da USP e Ultimas Noticias INPE.