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  • Eleitos em 2026 enfrentarão gargalos em obras, economia e cultura

    Eleitos em 2026 enfrentarão gargalos em obras, economia e cultura

    Candidatos eleitos nas eleições de outubro enfrentarão restrições fiscais e cobranças para ampliar investimentos em infraestrutura, economia e cultura, segundo especialistas ouvidos pela Rádio Câmara nesta quinta-feira (1/10).

    No setor de infraestrutura, os aportes alcançaram R$ 280 bilhões no último ano, maior marca desde 2010, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base. O valor representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB), metade da meta demandada pelo segmento.

    O consultor legislativo da Câmara Alessandro Reichert avalia que a baixa capacidade do poder público limita o avanço em obras estruturantes, como hidrovias e ferrovias. Segundo ele, 80% do montante atual depende de recursos privados e financiamentos do BNDES.

    Na economia, os novos mandatos terão o desafio de reativar a atividade em meio à dívida pública elevada e ao endividamento das famílias. A professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Carla Beni defende o Estado como indutor da inovação e cita prioridades como o aumento real do salário mínimo e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Nenhum país do mundo chegou onde chegou sem um Estado forte e indutor”, afirmou Carla Beni ao defender a presença estatal para assumir riscos em projetos. Ela também apontou a necessidade de debates sobre terras raras e propostas realistas.

    Já na área cultural, a prioridade apontada é manter a descentralização de recursos para cidades pequenas e médias. A atividade movimenta cerca de R$ 400 bilhões ao ano, fatia equivalente a 3% do PIB, e emprega quase 6 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O consultor legislativo Renato Gilioli destaca a importância de combinar incentivos fiscais e fomento direto para sustentar a produção artística local. De acordo com o consultor, cada R$ 1 aplicado no setor gera R$ 1,70 de retorno financeiro para a economia brasileira.

    Foto: TSE | Licença: Dominio Publico

  • Rede Legislativa transmitirá eleições ao vivo para até 130 milhões

    A Rede Legislativa de Rádio e TV transmitirá a cobertura das eleições ao vivo e em tempo integral no domingo (4/10), com potencial para alcançar cerca de 130 milhões de brasileiros.

    O trabalho conjunto reúne TV Câmara, TV Senado, Rádio Câmara, Rádio Senado e emissoras de assembleias legislativas e câmaras municipais. A mobilização jornalística acompanha o processo de votação desde a abertura dos locais até a apuração final do primeiro turno.

    A estrutura televisiva da rede envolve 1.651 canais. No rádio, a rede da Câmara conta com 30 emissoras, enquanto a Rádio Senado tem operação em Brasília e em 17 estados, com alcance em todas as capitais e dezenas de municípios.

    A atuação unificada entre TV Câmara e TV Senado completa duas décadas neste pleito. “A TV Câmara e a TV Senado cobrem eleições em conjunto desde 2006”, afirmou o coordenador-geral da TV Senado, Henrique Lima.

    A programação prevê reportagens de serviço para orientar eleitores, esclarecimento sobre as funções dos cargos, checagem contra fake news e acompanhamento dos votos dos candidatos à Presidência da República. Após o encerramento das urnas, cientistas políticos analisarão o nível de renovação e o equilíbrio de forças no Congresso Nacional a partir de 2027.

    O material gerado na transmissão também será enviado a rádios parceiras em todo o país por meio de radioagência. O público poderá acompanhar o conteúdo nas frequências das emissoras e nos canais oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado.

    Com informações de Câmara dos Deputados.