O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22), em Nova York, com críticas a interferências externas e recados voltados às eleições presidenciais brasileiras de outubro.
Em tom crítico à política externa de Donald Trump, Lula defendeu a soberania nacional ao afirmar que o país rejeita imposições hegemônicas. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o petista durante o discurso de abertura.
O presidente também atacou o uso de tarifas comerciais como forma de coerção e rejeitou a ingerência estrangeira na segurança das fronteiras. Ao tratar do tema, afirmou que o governo brasileiro busca cooperação internacional, mas sem a presença de forças militares externas em suas águas.
Na área internacional, Lula criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU frente aos conflitos globais e condenou as ameaças de sanções contra o Tribunal Penal Internacional. Ele também classificou como ilegais o embargo econômico a Cuba e cobrou respeito à autodeterminação do povo venezuelano.
Ao abordar a agenda interna, o presidente pautou o combate ao crime organizado, a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e a restrição ao mercado de apostas online. Lula declarou ainda que o país não cederá a pressões para privatizar o sistema de pagamentos Pix.
Na reta final do pronunciamento, Lula projetou a disputa eleitoral de outubro no Brasil como uma escolha entre avançar ou retornar a um passado de exclusão, afirmando que o eleitorado decidirá entre democracia e negacionismo.
Com informações de Brasil de Fato.