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  • CENA da USP inaugura linha do tempo e celebra 60 anos em Piracicaba

    O Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP inaugurou uma versão atualizada de sua linha do tempo para celebrar os 60 anos do instituto, no campus Luiz de Queiroz, em Piracicaba.

    Apresentado na terça-feira (22/9), o painel mede 6 metros de comprimento por 1,5 metro de altura e fica em frente à entrada do prédio administrativo da unidade. A solenidade no anfiteatro Admar Cervellini encerrou as atividades comemorativas do centro.

    A trajetória de formação de recursos humanos começou antes mesmo da formalização do CENA, em 1966. Sob liderança do professor Epaminondas Sansígolo de Barros Ferraz, o centro promoveu treinamentos especializados com apoio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    Em 1968, Ferraz estruturou o Curso de Introdução à Energia Nuclear na Agricultura voltado a estudantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). O formato reunia formação teórica e estágio de pesquisa prática integrado ao período da graduação.

    A pós-graduação própria começou a funcionar em 1972 com o curso de mestrado, ampliado em 1990 com a criação do doutorado no atual Programa de Pós-Graduação em Ciências. Até agosto de 2026, a iniciativa concedeu títulos a 1.229 pesquisadores, com 556 doutores e 672 mestres formados.

    Com informações de Jornal da USP.

  • FAPESP abre inscrições para Escolas Interdisciplinares de 2026

    A FAPESP abriu inscrições para as duas modalidades das Escolas Interdisciplinares 2026. Os eventos acontecem de 9 a 13 de novembro no Hotel Dona Carolina, em Itatiba (SP), para reunir pesquisadores de diversas áreas.

    A iniciativa oferece entre 50 e 70 vagas para cada vertente. Um dos encontros é voltado para Ciências Exatas e Naturais, Engenharia e Medicina, enquanto o outro atende as áreas de Humanidades, Ciências Sociais e Artes.

    Podem se inscrever bolsistas de pós-doutorado com fomento de agências de todo o país. A seleção também aceita pesquisadores apoiados pela FAPESP nas categorias Jovem Pesquisador 1 e 2, Primeiros Projetos e Projeto Geração com bolsa ativa em 2026.

    Ministrada em língua inglesa, a edição prevê atividades conjuntas entre os grupos, incluindo uma visita ao acelerador de partículas Sirius, em Campinas. Os participantes também terão sessões de pôsteres integradas e momentos de convivência durante os cinco dias de imersão.

    A programação reúne ainda três conferências compartilhadas sobre ultraprocessados e saúde, expansão da inteligência artificial e a história das migrações no oceano Índico.

    Com informações de Agencia FAPESP.

  • USP cria sensor com caneta 3D para detectar composto explosivo

    Pesquisadores do Instituto de Química da USP desenvolveram um método de baixo custo para identificar ácido pícrico, um composto químico explosivo e poluente, a partir de eletrodos fabricados com uma caneta de impressão 3D de brinquedo.

    Publicado na revista Microchimica Acta, o sistema portátil viabiliza análises químicas fora do ambiente laboratorial. O dispositivo utiliza pequenas amostras e pode funcionar acionado apenas por pilhas comuns, gerando respostas rápidas para triagens ambientais ou periciais.

    A confecção dos sensores condutores emprega filamentos de ácido poliláctico misturados a negro de carbono. O material aquecido pela caneta de R$ 70 substitui o uso de metais nobres, como platina e ouro, reduzindo o custo de produção do eletrodo eletroquímico.

    O procedimento funciona por transferência de elétrons na superfície do sensor, que mede a corrente elétrica da solução transportada por uma tira de papel. Quanto maior a quantidade da substância na amostra, mais intensa é a carga registrada pelo aparelho. A técnica substitui cromatógrafos convencionais de laboratório, equipamentos que alcançam R$ 500 mil.

    Solúvel em água e nocivo a pulmões e pele, o ácido pícrico é utilizado no tingimento industrial de tecidos e pode contaminar lençóis freáticos. A detecção imediata no campo agiliza o isolamento de fontes de água contaminadas e auxilia perícias criminais em regiões remotas.

    Com informações de Jornal da USP.

  • USP cria sensor com caneta 3D para identificar composto explosivo

    Cientistas da Universidade de São Paulo criaram um método de baixo custo para identificar ácido pícrico, um composto explosivo e poluente, a partir de eletrodos desenhados com uma caneta 3D de brinquedo.

    O estudo, publicado na revista Microchimica Acta, apresenta uma alternativa portátil a equipamentos tradicionais de laboratório, como aparelhos de cromatografia que chegam a custar R$ 500 mil e exigem operadores especializados.

    Os eletrodos são moldados com filamentos de ácido poliláctico e negro de carbono aquecidos pela caneta, comercializada por cerca de R$ 70. O sistema mede a corrente elétrica gerada pelo contato com a amostra líquida, indicando a concentração da substância em poucos minutos.

    A técnica permite a triagem rápida de contaminantes em rios e áreas de difícil acesso, reduzindo custos de transporte e agilizando decisões periciais ou de contenção ambiental fora do ambiente laboratorial.

    Com informações de Jornal da USP.