Cultivo de shitake em toras une renda e agrofloresta no Paraná

A produção de cogumelo shitake em toras dentro de sistemas agroflorestais une renda e recuperação do solo na Região Metropolitana de Curitiba. O modelo foi apresentado nesta segunda-feira (28) no programa Semeando Informação.

A experiência foi detalhada pelos produtores Karina Gonçalves David e Thales Bevilacqua Mendonça, da Pronobis Agroflorestal, de Campo Largo. No sistema adotado, toras de eucalipto servem para o cultivo do fungo antes de retornarem à terra como matéria orgânica para nutrir o solo.

Diferente do método industrial que utiliza blocos de substrato, o manejo em toras dispensa suplementação alimentar para o fungo. Os produtores comparam o resultado à produção caipira e afirmam que a madeira utilizada define variações de sabor e textura no alimento.

Para evitar desperdício e atingir mercados distantes, a agroindústria orgânica da propriedade desidrata as sobras da colheita. Com o procedimento, o tempo de conservação do produto salta de aproximadamente 15 dias, na versão fresca, para até um ano.

O modelo exige investimento inicial reduzido e atende a diferentes escalas da agricultura familiar. Conforme relataram os produtores a partir de viagens ao Japão, Coreia do Sul e China, o mercado asiático costuma pagar valores mais altos pelo cogumelo obtido em madeira.

A propriedade recuperou um terreno antes degradado pelo cultivo de batata e cebola com agrotóxicos. O local funciona como laboratório para cursos e visitas escolares, além de servir de exemplo para estimular a sucessão de jovens no campo.

Com informações de ALEP Noticias.

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