CFM debate refração e defesa do Ato Médico em fórum de oftalmologia

O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu nesta quarta-feira (30) o III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia, voltado a debater o exame de refração e as prerrogativas da categoria médica.

Com transmissão remota das 9h às 14h, o encontro reúne lideranças para discutir a invasão de competências profissionais e a relação da especialidade com o mercado. A coordenação dos trabalhos é do conselheiro federal suplente por Rondônia Cleiton Cássio Bach.

Na abertura, o presidente em exercício do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, defendeu a segurança dos procedimentos privativos dos médicos. Fortes ressaltou que as câmaras técnicas passaram a propor soluções ativas para suas áreas e afirmou que a categoria precisa saber diferenciar custos de honorários, preservando a relação com os pacientes.

Cleiton Bach afirmou durante a solenidade que a refração não pode ser tratada de maneira isolada por integrar um exame diagnóstico complexo. Segundo o coordenador, a queixa de visão embaçada nem sempre decorre de ametropia simples, podendo sinalizar tumores intracranianos, diabetes descompensado, ceratocone ou lesões vasculares na retina.

O conselheiro advertiu ainda que a prescrição de lentes representa, muitas vezes, a única chance de pessoas assintomáticas passarem por avaliação médica. De acordo com Bach, testes refrativos desvinculados do Ato Médico produzem falsa segurança e atrasam o diagnóstico precoce de enfermidades silenciosas, como o glaucoma e retinopatias.

A presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Monteiro Frazão, destacou que o alinhamento institucional fortalece a especialidade no país. A dirigente defendeu o trabalho conjunto das entidades para garantir a assistência segura e as boas práticas aos pacientes.

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