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  • Irrigação blindou produção de uvas durante seca no São Francisco

    A irrigação manteve a expansão e o aumento de produtividade dos vinhedos no Vale do São Francisco mesmo durante a seca severa registrada entre 2011 e 2019, quando o reservatório de Sobradinho atingiu 1% do volume útil.

    O dado integra uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo professor Luiz Gustavo Lovato, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano. O estudo avaliou o impacto climático nos projetos públicos de irrigação Bebedouro e Senador Nilo Coelho, ambos localizados em Petrolina (PE).

    No período de estiagem, a precipitação média anual na estação meteorológica de Bebedouro caiu para cerca de 261 milímetros, contra 503 milímetros medidos nos anos com regime regular de chuvas. A vazão média do rio São Francisco a jusante da usina de Sobradinho recuou cerca de 40%, passando de 2.120 para 1.262 metros cúbicos por segundo.

    Apesar da escassez externa, a produção média de uvas no projeto Nilo Coelho mais que triplicou no intervalo de 2011 a 2019 na comparação com os anos anteriores, subindo de 63,7 mil para 195,2 mil toneladas. No mesmo período, a produtividade média saltou de 21,6 para 40,4 toneladas por hectare.

    No projeto Bebedouro, a produção média avançou 70,5% e chegou a 9,2 mil toneladas, enquanto o rendimento por hectare subiu de 17,5 para 32,3 toneladas. A área equipada com irrigação localizada, como gotejamento e microaspersão, cobriu mais de 98% dos vinhedos locais em 2023.

    O Vale do Submédio São Francisco concentra atualmente 98% das exportações brasileiras de uvas de mesa frescas e 27% da safra nacional. O clima quente associado ao manejo da água permite até duas safras e meia por ano na região.

    Segundo Décio Freire da Costa, gerente-executivo do Distrito de Irrigação Bebedouro, o bombeamento foi projetado para suportar vazões baixas, mas o funcionamento nessas condições pressiona os gastos com energia elétrica. “Nas situações de menor vazão, há aumento dos custos de geração de energia elétrica e, via de regra, também da conta de luz”, afirmou Costa.

    Com informações de Agencia FAPESP.

  • Haddad defende o SUS e propõe atendimento para vício em apostas

    Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, defendeu a ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quarta-feira (23). Em entrevista ao Flow Podcast, ele definiu a rede como uma “grande conquista do Brasil”.

    Durante a transmissão, o petista sustentou que as instituições públicas do país e o modelo estatal de atendimento médico devem ser preservados e fortalecidos.

    Neste mês, Haddad detalhou propostas para a saúde no estado que pretendem diminuir a espera por consultas, cirurgias e exames, além de aumentar o emprego de recursos tecnológicos.

    O programa do candidato sugere ainda a abertura de um canal de atendimento na rede pública voltado a pessoas com transtornos decorrentes de apostas online.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Zé Humberto concorre a deputado federal pelo MDB no Distrito Federal

    O ex-secretário de Governo do Distrito Federal Zé Humberto concorre a uma vaga de deputado federal pelo MDB nas eleições de 2026. O registro da candidatura foi deferido pela Justiça Eleitoral.

    Registrado com o número 1555, José Humberto Pires de Araújo entra na disputa após coordenar a articulação governamental do DF. Ele defende a continuidade de políticas de infraestrutura, planejamento urbano e mobilidade na capital federal.

    Natural de Cristalândia, no Tocantins, Zé Humberto chegou a Brasília aos 13 anos. Ele começou a vida profissional como empacotador de supermercado e atuou como repositor, gerente e diretor até virar sócio da companhia, formando-se em Administração de Empresas.

    No setor privado, presidiu a associação dos supermercados de Brasília e a Associação Brasileira de Supermercados. A entrada na gestão pública ocorreu a convite do então governador Joaquim Roriz para administrar a região de Taguatinga.

    Durante sua trajetória na administração distrital, Zé Humberto defendeu a atuação conjunta com a iniciativa privada. Ele citou a gestão do Estádio Nacional e a transferência da Rodoviária do Plano Piloto como modelos para acelerar respostas a demandas da população.

    “Fizemos nesse governo mais de 7.300 obras”, afirmou o candidato em entrevista sobre sua atuação na coordenação de projetos do GDF. Entre as intervenções viárias concluídas no período, ele destacou a entrega do Túnel de Taguatinga.

    Para a capital, o candidato elencou como eixos principais a segurança, a saúde, a educação, a mobilidade e o combate ao crescimento desordenado. “Nós temos que ter uma cidade renovada, reconstruída, mas organizada”, declarou.

    Com informações de Foco Nacional.

  • Quaest: Flávio tem 33% e Lula registra 32% das intenções no DF

    Quaest: Flávio tem 33% e Lula registra 32% das intenções no DF

    Pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 33%, e Lula (PT), com 32%, na disputa pela Presidência no Distrito Federal.

    A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na sondagem anterior da Quaest, divulgada no início do mês, Flávio marcava 31% e Lula somava 28%.

    Entre os 1.104 eleitores entrevistados, 8% declararam intenção de votar em branco ou anular e outros 8% continuam indecisos. A fatia dos que consideram a escolha definitiva chega a 80%, enquanto 19% ainda admitem trocar de candidato antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

    Com nível de confiança de 95%, a pesquisa está cadastrada na Justiça Eleitoral sob os registros DF-02596/2026 e BR-03609/2026.

    Com informações de Metrópoles.

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

  • STF equipara licença-maternidade de mães biológicas e adotantes

    STF equipara licença-maternidade de mães biológicas e adotantes

    O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (23) equiparar a licença-maternidade de mães biológicas e adotantes. A medida vale para trabalhadoras do setor privado sob a CLT e para o funcionalismo público.

    A decisão garante 120 dias de afastamento remunerado, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias segundo as normas de cada categoria. O entendimento atende a uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

    O Plenário considerou inconstitucional a diferenciação de prazos prevista na CLT, no Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, na Lei Orgânica do Ministério Público da União, no Programa Empresa Cidadã e nas Forças Armadas.

    A regra se aplica a novos pedidos e aos afastamentos em andamento, sem alcançar licenças já encerradas. O início do período pode ocorrer a partir do nono mês de gestação, do parto, da alta hospitalar de mãe ou bebê, da adoção ou da guarda judicial.

    Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou a proteção integral da família no julgamento. “A Constituição protege a mãe, mas também está garantido o direito ao filho”, afirmou o magistrado.

    Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Kassio Nunes Marques também apontaram que a assistência ao recém-nascido e o fortalecimento de laços familiares independem da natureza do vínculo profissional ou da origem da filiação.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

    Foto: Supremo Tribunal Federal STF | Licença: Dominio Publico

  • Ageppen aciona o STF contra equiparação de policiais penais em MT

    A Associação dos Policiais Penais do Brasil (Ageppen) acionou o Supremo Tribunal Federal contra trecho da Constituição de Mato Grosso que equiparou assistentes administrativos do sistema penitenciário ao cargo de policial penal.

    O caso tramita na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8017, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado adotou o rito da Lei 9.868/1999 para julgamento definitivo do processo e solicitou esclarecimentos ao governo de Mato Grosso.

    A contestação mira a Emenda Constitucional estadual 122/2026. Segundo a entidade, o texto autoriza o ingresso na categoria sem a realização de concurso público específico, violando regras da Constituição Federal para transformação de funções públicas.

    A associação argumenta que os assistentes atuam em rotinas administrativas, técnicas e de saúde, com exigência de escolaridade de nível médio. Já os policiais penais exercem guarda, custódia e segurança, carreira que demanda formação superior.

    O pedido levado ao STF busca anular o dispositivo estadual com aplicação retroativa, impedindo o provimento na função por critérios alheios à aprovação em concurso ou à equiparação legítima.

    Com informações de Noticias STF.

  • Lei torna permanente bolsa de iniciação à docência do Pibid

    A Lei 15.518/26 tornou permanente o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), voltado à concessão de bolsas para estudantes de licenciatura que atuam em escolas públicas.

    Criada em 2007, a iniciativa funcionava com base em decretos e portarias federais. A nova legislação assegura o benefício a alunos de todos os semestres de cursos superiores de formação de professores, em ações na pré-escola e nos ensinos fundamental e médio.

    O programa prioriza a formação voltada à educação do campo, indígena, quilombola, especial e bilíngue de surdos. As atividades ocorrem por meio de convênios de universidades e faculdades com estados e municípios.

    Ao sancionar o texto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, vetou o trecho que proibia o contingenciamento de verbas e a redução no valor das bolsas. O governo federal justificou que o dispositivo era inconstitucional e limitava a gestão orçamentária e financeira da União.

    Com informações de Câmara dos Deputados.

  • Governo sanciona lei que regulamenta bolsas do Pibid

    O governo federal sancionou a Lei nº 15.518/2026, que regulamenta o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). O texto assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República, foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23).

    Gerido pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Capes, o programa concede bolsas a alunos de cursos de licenciatura para atuação em escolas públicas. A norma busca integrar a formação universitária ao cotidiano escolar e autoriza parcerias com estados, municípios e Distrito Federal.

    A nova legislação cria cinco modalidades de bolsas. O benefício atende estudantes de licenciatura, professores da educação básica responsáveis pela supervisão e docentes universitários que atuam na coordenação de área, na coordenação de gestão ou na coordenação institucional.

    As atividades incluem modalidades específicas como educação do campo, indígena, quilombola, especial, bilíngue de surdos e de jovens e adultos. A quantidade de benefícios a serem concedidos dependerá de disponibilidade no orçamento e de normas da Capes, que fará avaliações periódicas do programa.

    A lei resulta de um projeto apresentado em 2012 pelo então senador Blairo Maggi, modificado pela Câmara dos Deputados e relatado no Senado por Damares Alves (Republicanos-DF).

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • Quaest: 45% em SP temem reeleição de Lula e 39%, volta de Bolsonaro

    Quaest: 45% em SP temem reeleição de Lula e 39%, volta de Bolsonaro

    Eleitores do estado de São Paulo temem mais um quarto mandato do presidente Lula (45%) do que o retorno da família Bolsonaro à Presidência (39%), aponta pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9).

    Outros 8% dos entrevistados afirmaram ter medo de ambos os cenários, enquanto 3% disseram não temer nenhum e 5% não souberam responder. O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre 19 e 22 de setembro.

    Na disputa de primeiro turno no estado, Flávio Bolsonaro oscilou para 34% das intenções de voto, ante 31% registrados em 8 de setembro. Lula subiu de 30% para 31%, o que mantém os dois candidatos em situação de empate técnico.

    Em um eventual segundo turno entre os dois no eleitorado paulista, Flávio aparece com 42% das preferências, contra 36% do atual presidente da República.

    A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-00959/2026. A margem de erro estimada é de cerca de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Com informações de Metrópoles.

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

  • STF iguala prazos de licença-maternidade e adotante para mulheres

    STF iguala prazos de licença-maternidade e adotante para mulheres

    O Supremo Tribunal Federal unificou nesta quarta-feira (23) os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres no país. A decisão foi tomada por unanimidade em julgamento de ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República.

    Com o novo entendimento, mães biológicas e adotantes passam a ter direito a 120 dias de afastamento remunerado, prorrogáveis por mais 60 dias, qualquer que seja a relação trabalhista. A medida abrange pedidos futuros e períodos que já estão em curso.

    A contagem do benefício inicia na data do parto ou no momento da concessão da guarda. Em situações com internação hospitalar, o prazo começa a correr após a alta da mãe ou do recém-nascido, considerando o que acontecer por último.

    O processo movido pela PGR em outubro de 2023 pretendia alinhar as regras da Consolidação das Leis do Trabalho ao serviço público, regido pela Lei 8.112/1990. No regime de servidores federais, a licença-adotante era limitada a 90 dias, e caía para 30 dias no Ministério Público.

    O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, defendeu que o período serve para consolidar o vínculo afetivo familiar e não admite diferenciação de tempo. Os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes acompanharam o voto.

    Com informações de Jornal de Brasília.

    Foto: Supremo Tribunal Federal STF | Licença: Dominio Publico