Estudos e registros históricos documentam a evolução das políticas de assistência e das formulações sobre a pobreza na Europa, desde medidas imperiais do ano 802 até análises sociológicas modernas.
No ano 802, uma norma imperial estabeleceu a partilha do dízimo em três frações iguais voltadas ao templo, ao clérigo e aos necessitados, de acordo com o capitular de Carlos Magno.
A sociedade europeia alterou profundamente a postura coletiva diante dos desvalidos durante a transição para a era moderna, segundo apontou o historiador Bronisław Geremek.
Na década de 1530, grupos mercantis de diferentes crenças impulsionaram medidas assistenciais na cidade de Lyon, conforme documentou a historiadora Natalie Zemon Davis.
As reformas de assistência social no início do século 16 apresentaram raízes católicas e processos laicos, segundo indicou o pesquisador jesuíta Franz Ehrle.
No campo teórico, o sociólogo B. Seebohm Rowntree definiu o patamar inicial da linha de pobreza com base nos recursos estritamente necessários para a conservação física humana.
O sociólogo David Matza estruturou a marginalização social em níveis concêntricos e classificou subgrupos submetidos ao estigma da miséria.
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