Tag: Brasil

  • Andifes lança carta em defesa da democracia para eleições de 2026

    A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou nesta quarta-feira (23/9) uma carta à sociedade brasileira em defesa da democracia e das universidades públicas diante das eleições de 2026.

    O documento foi divulgado durante reunião do Conselho Pleno da entidade, que representa 71 universidades federais e mais de 300 campi distribuídos pelo país.

    No texto, a associação defende a soberania do voto popular, o respeito ao resultado das urnas e a consolidação da educação e da ciência como políticas de Estado. A entidade também cobra financiamento público previsível, valorização dos profissionais e respeito à autonomia universitária.

    A carta inclui propostas para a criação de um Plano Nacional de Desenvolvimento da Rede IFES e reforça o apoio a políticas de permanência estudantil, ampliação de ações afirmativas e combate ao racismo e a assédios no ambiente acadêmico.

    Com informações de Noticias UFSC.

  • Datafolha: 52% veem tarifaço de Trump como apoio a Flávio Bolsonaro

    Datafolha: 52% veem tarifaço de Trump como apoio a Flávio Bolsonaro

    Pesquisa Datafolha aponta que 52% dos brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

    O levantamento divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que 37% não veem relação entre as sobretaxas e uma tentativa de beneficiar o parlamentar. Outros 11% não souberam opinar.

    A percepção muda conforme a preferência política dos entrevistados. Entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 73% veem intenção eleitoral de Trump, taxa que recua para 29% entre apoiadores de Flávio Bolsonaro.

    Sobre as saídas para o impasse, 74% dos entrevistados defendem negociações diplomáticas como prioridade para o Brasil. Apenas 17% apoiam retaliações a produtos norte-americanos e 2% consideram que o país deve aceitar as tarifas sem reagir.

    Na distribuição de responsabilidades pela punição comercial, 35% citam Lula e 28% apontam Trump. Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro somam 23% das menções, sendo 13% para o senador e 10% para o ex-deputado. Para 51%, Lula fez menos do que podia para evitar o tarifaço.

    O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

    Foto: Ton Molina/Agência Senado | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike | Acervo Byfotos: 01a05f43-b337-7013-a9ed-09f0dde1552c

  • Stiglitz diz que tarifas dos EUA punem o Pix e a autonomia digital

    O economista Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel, afirmou que as tarifas comerciais aplicadas pelo governo Donald Trump contra o Brasil buscam punir a autonomia digital do país e enfraquecer o sistema de pagamentos Pix.

    Segundo o professor da Universidade Columbia, Washington age para defender interesses corporativos de operadoras de cartão dos Estados Unidos ao retaliar a criação de meios de pagamento nacionais de baixo custo.

    O economista avaliou que os impactos comerciais das taxas tendem a ser limitados para o mercado brasileiro. Na análise de Stiglitz, os benefícios econômicos e sociais proporcionados pelo Pix superam as perdas provocadas pelas barreiras impostas pela gestão americana.

    Stiglitz também rejeitou as justificativas de Washington sobre combate a trabalho forçado, classificando as alegações como uma manobra com objetivos estritamente políticos. Ao avaliar a reação de Brasília à pressão externa, o economista declarou: “Eu preciso parabenizar o Brasil por não ter capitulado”.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula defende diálogo com Trump e rejeita tarifas dos Estados Unidos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (14) que manterá o diálogo com Donald Trump, apesar das sobretaxas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    Lula classificou como falsas as justificativas do governo norte-americano para as tarifas. O presidente declarou que pretende responder às medidas com dados oficiais sobre a redução do desmatamento no país.

    O chefe do Executivo também citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e criticou tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro. Segundo Lula, o Brasil exige respeito à sua soberania nas relações diplomáticas.

    Na área interna, Lula defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição sobre segurança pública em tramitação no Senado. A medida visa delimitar as atribuições de municípios, estados e União no combate ao crime organizado, abrindo espaço para a criação do Ministério da Segurança Pública.

    O presidente destacou ainda a reformulação do programa Minha Casa, Minha Vida. Lula defendeu a inclusão de varandas, espaços de convivência e bibliotecas nos conjuntos habitacionais para melhorar as condições de moradia das famílias atendidas.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • EUA revogam visto de embaixadora do Brasil e agravam crise

    O governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, em meio ao aumento da tensão diplomática e a ataques do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O atrito bilateral recente envolve também a indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília sem a consulta prévia exigida pelo protocolo diplomático tradicional.

    O diretor do Roger Thayer Stone Center for Latin American Studies na Universidade Tulane, Anthony Pereira, avalia que Washington prioriza uma abordagem ideológica em vez de interesses estratégicos, negligenciando parcerias em minerais críticos, etanol, combate ao crime organizado e proteção da Floresta Amazônica.

    A tensão regional aumentou após o presidente argentino, Javier Milei, discursar em São Paulo no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro e ofender Lula, episódio que levou o governo brasileiro a rebaixar o nível das relações com Buenos Aires.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Stiglitz diz que tarifas dos EUA ao Brasil são farsa política

    O economista Joseph Stiglitz afirmou que as tarifas de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil têm motivação política e corporativa, e não relação com práticas comerciais desleais ou combate ao trabalho forçado.

    O governo americano anunciou duas sobretaxas contra produtos brasileiros no fim de julho. Uma medida aplica 25% sob alegação de práticas comerciais desleais, enquanto outra taxa de 12,5% foi justificada por supostas falhas no combate ao trabalho forçado.

    Em entrevista, o vencedor do Nobel de Economia classificou as justificativas da gestão de Donald Trump como uma “farsa desonesta”. Stiglitz declarou que Trump espera capitulação internacional e tenta punir o país por resistir a pressões externas.

    O economista também apontou que o republicano demonstra animosidade contra o Brasil pela preservação da democracia, pela busca de soberania digital e pelo uso de sistemas locais de pagamento, como o Pix.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula diz na ONU que o Brasil não cabe no quintal de ninguém

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” ao defender a soberania nacional e rejeitar interferências externas.

    Durante a abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral, Lula criticou a volta de disputas por zonas de influência e a ingerência internacional em eleições. Ele sustentou que os países latino-americanos precisam ter autonomia para decidir os próprios rumos políticos.

    O encontro reúne representantes de 193 Estados-membros até 28 de setembro. Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o crescimento das divisões globais e defendeu que o poder se submeta às regras internacionais.

    Para o professor de Relações Internacionais Reginaldo Nasser, a posição brasileira marca a rejeição a pressões estrangeiras sem partir para um enfrentamento sistemático com Washington. Nasser destacou que a postura preserva a independência diplomática e a tradição multilateral do país.

    A expressão adotada pelo presidente coincide com o título do livro publicado em 2019 pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS.

    Com informações de Brasil 247.

  • Brasil coopera com México na produção de vacinas de mRNA e no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, liderou uma comitiva brasileira no México nesta terça-feira (22/9) para avançar na cooperação para produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro e compartilhar a experiência do SUS.

    O governo mexicano planeja estruturar um sistema universal de saúde para cerca de 133 milhões de habitantes. Quando concluído, o projeto formará a segunda maior rede pública de atendimento do mundo, atrás apenas do SUS.

    A comitiva visitou as instalações da farmacêutica estatal mexicana Birmex na Cidade do México. A instituição mantém parceria com a Fiocruz desde agosto de 2025 para intercâmbio científico e autonomia na fabricação de imunizantes.

    Na plataforma de RNA mensageiro, a Fiocruz desenvolveu uma vacina contra a Covid-19 liberada pela Anvisa para testes clínicos de reforço. A instituição brasileira também realiza estudos para criar imunizantes contra leishmaniose e tuberculose na mesma estrutura.

    O encontro tratou ainda da parceria regulatória entre a Anvisa e a agência mexicana Cofepris. A intenção é agilizar a liberação e o registro de medicamentos no México com base nas avaliações sanitárias feitas no Brasil.

    Com informações de Agencia Fiocruz de Noticias.

  • Taxa de sindicalização fica em 8,8% e se mantém estável em 2025

    A taxa de sindicalização da população ocupada no Brasil ficou em 8,8% em 2025, somando 9,1 milhões de trabalhadores. O indicador manteve estabilidade em relação a 2024, quando registrava 8,9% dos ocupados.

    Os dados são do módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23). O resultado ocorreu em meio ao recorde histórico da população ocupada no país, que chegou a 103,0 milhões de pessoas.

    Entre os grupamentos de atividade, os maiores índices de filiação foram registrados na agropecuária, com 14,7%, e na administração pública, defesa, educação e saúde, com 14,6%. No corte por categoria de emprego, os trabalhadores do setor público lideraram a taxa, com 18,4%, enquanto os empregados com carteira assinada no setor privado marcaram 11,3%.

    A adesão também foi maior entre profissionais com ensino superior completo, atingindo 13,5% desse grupo. Na divisão regional, a maior proporção de sindicalizados ficou no Sul, com 9,7%, e no Nordeste, com 9,2%, enquanto o Norte registrou a menor taxa, com 7,0%.

    A pesquisa revelou ainda que a fatia de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro de CNPJ bateu recorde de 35,0% em 2025, o equivalente a 30,6 milhões de pessoas.

    Com informações de Agência IBGE Notícias.

  • Aliança Global debate combate à fome na ONU até 2030

    A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza realiza nesta quarta-feira (23.09), em Nova York, um encontro sobre o combate à miséria durante a 81ª Assembleia Geral da ONU.

    Com o tema “Quatro anos restantes: acelerando a ação contra a fome e a pobreza”, o debate discute medidas práticas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

    A atividade tem copatrocínio das representações permanentes de Brasil e Espanha e conta com a participação do ministro Wellington Dias na sede das Nações Unidas.

    Com informações de Noticias do MDS.