Tag: Brasil

  • Datafolha: Lula tem 40% e Flávio marca 36% no primeiro turno

    Datafolha: Lula tem 40% e Flávio marca 36% no primeiro turno

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) aponta Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto no primeiro turno presidencial, contra 36% de Flávio Bolsonaro.

    O intervalo de quatro pontos percentuais coincide com o limite da margem de erro do levantamento. Na sondagem anterior, Lula tinha 39% e Flávio permanecia com os mesmos 36%.

    Na simulação de segundo turno, os dois líderes mantêm cenário de empate técnico. Lula contabiliza 47% dos votos contra 45% de Flávio, após ambos oscilarem um ponto para cima em relação à semana passada.

    Na sequência da corrida pelo primeiro turno, Augusto Cury obtém 5%, Ronaldo Caiado aparece com 4% e Renan Santos alcança 3%. Romeu Zema e Samara Martins marcam 1% cada um, ao passo que votos brancos e nulos somam 5% e indecisos registram 2%.

    O trabalho de campo coincidiu com o anúncio do aumento de 15% no Bolsa Família e as declarações de Lula na ONU contra suposta interferência externa. O período também foi marcado pelo recuo do debate no STF envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master.

    O instituto ouviu 2.002 eleitores entre terça-feira (22) e quarta-feira (23). Encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00304/2026.

    Com informações de InfoMoney.

    Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

  • Washington Coração Valente propõe hospital público cardíaco no DF

    Candidato a deputado federal pelo MDB no Distrito Federal, o ex-atacante Washington Stecanela Cerqueira defendeu a criação de um hospital público do coração em Brasília e a expansão de iniciativas esportivas e sociais.

    A proposta na área médica tem ligação com o histórico de superação do próprio atleta. O ex-jogador declarou que a intenção do projeto hospitalar é descentralizar o atendimento cardiológico e diminuir a espera de pacientes na rede do DF.

    Na assistência social, a meta da candidatura envolve a ampliação de ações de formação cidadã para jovens em vulnerabilidade. “Tenho um trabalho que atende quase mil crianças no instituto, oferecendo estrutura, uniforme e alimentação para tirá-las das ruas”, explicou Washington sobre seu projeto atual.

    Natural do DF, o ex-centroavante nasceu no Hospital Regional de Taguatinga e cresceu na 411 Norte. Ele começou a jogar futebol nas quadras da cidade e atuou em equipes amadoras como o Terremoto e o Sobradinho, antes de migrar aos 15 anos para as categorias de base do Caxias, no Rio Grande do Sul.

    Depois de atuar por Internacional, Paraná Clube e Ponte Preta, o atacante chegou à Seleção Brasileira em 2001. A carreira sofreu uma interrupção temporária durante passagem pelo Fenerbahçe, na Turquia, quando exames detectaram entupimento de 90% de uma artéria coronária e risco iminente de infarto.

    Recuperado após procedimentos cirúrgicos e respaldo médico no Brasil, ele retornou aos campos em 2004 pelo Athletico Paranaense, marcando 34 gols na Série A. Com a camisa do Fluminense, Washington foi vice-campeão da Libertadores em 2008 e ergueu a taça do Brasileirão em 2010.

    Fora dos gramados, Washington já exerceu cargos públicos: foi o vereador mais votado de Caxias do Sul em 2012, atuou como secretário municipal de Esportes, assumiu mandato na Câmara dos Deputados em 2018 e chefiou a Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (SNELIS).

    Com informações de Jornal de Brasília.

  • Especialistas cobram regras globais para evitar conflitos por água

    Especialistas defendem a criação de mecanismos internacionais de controle para regular o uso compartilhado da água doce e evitar que disputas por bacias hidrográficas resultem em conflitos diplomáticos e militares entre países.

    Embora o recurso cubra mais de 70% da superfície terrestre, a água doce representa apenas 2,5% desse volume. Menos de 1% do total está acessível para consumo humano, enquanto o restante se divide entre geleiras e reservatórios subterrâneos.

    A Convenção da ONU sobre Cursos de Água Internacionais, instituída em 1997 para fixar diretrizes de uso compartilhado, segue sem a adesão de diversos governos. Nenhum país da América do Sul, região detentora de 30% dos recursos hídricos renováveis do planeta, ratificou o documento.

    O professor de geopolítica da Universidade do Estado de Mato Grosso Vinicius Modolo Teixeira aponta que a ausência de um tribunal internacional com poder de coerção fragiliza a mediação. “A ONU peca por apenas ser consultiva e não ser uma organização que pode, de certa maneira, impor essas decisões”, disse Teixeira.

    As divergências em torno de obras estruturais já causam atritos geopolíticos, como no caso do Rio Nilo. Após a Etiópia inaugurar uma grande barragem em 2025, o governo do Egito considerou o projeto uma ameaça e declarou em 2026 que não aceitará novos barramentos no curso superior.

    O Brasil lidera o volume global de água doce, à frente de Rússia e Canadá, abrigando o Sistema Aquífero Grande Amazônia e o Aquífero Guarani. Como grande parte das bacias hidrográficas nacionais é transfronteiriça, a gestão conjunta com os vizinhos do continente torna-se determinante para a segurança hídrica e alimentar.

    De acordo com o professor Bernardo Salgado, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, a proteção desses mananciais sustenta a capacidade de exportação agrícola do país. A abundância de recursos na Amazônia também mantém o território sob vigilância geopolítica contínua de potências estrangeiras.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Governo discute abertura de novos mercados para suco de laranja

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se com representantes do setor citrícola nesta terça-feira (23/9), em Brasília, para discutir a abertura de novos mercados para o suco de laranja brasileiro.

    O encontro com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, focou na ampliação das vendas externas. O setor busca avançar em negociações bilaterais e acordos comerciais envolvendo o Mercosul com o Japão e a Coreia do Sul.

    Segundo Ibiapaba Netto, o setor enfrenta retração no consumo global após registrar recordes entre 2022 e 2025. O executivo apontou que os produtos brasileiros não enfrentam entraves sanitários internacionais, mas esbarram em barreiras tarifárias impostas por outros países.

    O ministro André de Paula declarou que a pasta manterá diálogo com as empresas e alinhará estratégias conjuntas para garantir a expansão do produto nacional em centros consumidores estratégicos.

    O Brasil lidera a produção global de laranjas, com 13,5 milhões de toneladas, além de figurar como maior produtor e exportador de suco do mundo. A indústria nacional processou 1,032 milhão de toneladas da bebida e destinou 973 mil toneladas ao mercado externo.

    No campo, a safra 2026/27 de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais está estimada em 263,15 milhões de caixas pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). O volume supera em 3,1% o cálculo inicial por causa das chuvas, mas fica 10% abaixo das 292,9 milhões de caixas colhidas na temporada anterior.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Brasil e México debatem aliança estratégica na área da saúde

    O Ministério da Saúde defendeu nesta quarta-feira (23/9), na Cidade do México, uma integração estratégica com o México para fortalecer a produção científica, tecnológica e industrial de saúde na América Latina.

    A proposta busca ampliar a autonomia sanitária regional e diminuir a dependência de produtos externos. A posição foi apresentada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, em encontro com representantes dos setores público e privado locais.

    A secretária fez parte da delegação chefiada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo De Negri, a cooperação técnica e regulatória é necessária para que as duas nações deixem de atuar apenas como consumidoras de insumos com preços elevados fixados por países mais ricos.

    De Negri apontou que o envelhecimento populacional aumenta os gastos globais com tratamentos, enquanto a pandemia mostrou o risco do desabastecimento de itens básicos. “O fortalecimento do setor produtivo não se resume apenas ao desenvolvimento e à geração de empregos”, afirmou a secretária.

    A missão brasileira reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Integrantes de entidades empresariais dos ramos farmacêutico, farmoquímico e de equipamentos médicos também integraram o grupo.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Tarifaço dos EUA e eleição de 2026 elevam risco no Brasil, diz Sharma

    A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros traz riscos ao investimento estrangeiro e altera o xadrez eleitoral de 2026, avaliou o estrategista global Ruchir Sharma em entrevista divulgada nesta sexta-feira (17/7).

    Com vigência prevista para 22 de julho, a taxação atinge cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações e transforma o Brasil no segundo país mais taxado pelo governo de Donald Trump, atrás apenas da China.

    Segundo Sharma, chairman da Rockefeller International, o efeito direto da barreira comercial é contido por isenções, mas a medida representa a segunda tentativa norte-americana de usar tarifas como pressão em 13 meses.

    No cenário político, o analista afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se beneficiar no curto prazo com um discurso de soberania nacional, embora o custo de vida pressione sua popularidade.

    Para o estrategista, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro geraria reação inicial positiva dos investidores, mas traria cobranças imediatas por concessões em regulação digital para retirar as taxas americanas.

    Levantamento citado por Sharma indica que mercados latino-americanos registram retorno médio de 37% em dólares nos primeiros dois anos de mandatos de direita, frente a 16% em gestões de esquerda.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula concede entrevista ao vivo no podcast Inteligência Ltda

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira (30) de entrevista ao vivo no podcast Inteligência Ltda. A transmissão ocorre no canal do programa no YouTube a partir das 18h30.

    A conversa acontece três dias antes da convenção nacional do PT, marcada para domingo (2), em São Paulo, quando o partido pretende oficializar a candidatura do presidente à reeleição em 2026.

    No episódio, conduzido pelo apresentador Rogério Vilela, Lula aborda sua trajetória pessoal, a atuação política e a possibilidade de disputar um quarto mandato presidencial.

    O programa acumula mais de 5,7 milhões de inscritos no YouTube e integra a estratégia do governo de dialogar com o público de plataformas digitais, repetindo ações adotadas em campanhas anteriores.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • Google Cloud quer capacitar 3 milhões de brasileiros em IA

    O Google Cloud fixou a meta de capacitar 3 milhões de brasileiros em inteligência artificial. O plano foi detalhado pelo presidente da empresa para a América Latina, Eduardo López.

    A iniciativa inclui acordos com mais de 200 universidades para formação profissional especializada. “Para nós, educação é democratização. Você não pode democratizar se as pessoas não têm conhecimento para usar”, afirmou López.

    O executivo declarou que o tema deixou de ser exclusivo das áreas de tecnologia da informação e alcançou as principais lideranças corporativas. As companhias enfrentam agora a necessidade de requalificar equipes, rever processos e adotar modelos de trabalho mais abertos.

    Dados apresentados por López mostram que 71% dos brasileiros percebem melhorias no cotidiano com o uso da ferramenta. O dirigente também ressaltou os investimentos contínuos da companhia em infraestrutura e data centers no país.

    Com informações de CNN Brasil.

  • Brasil terá primeiro computador quântico da América do Sul em 2027

    O Brasil receberá em 2027 o primeiro computador quântico da América do Sul, em acordo firmado entre a empresa finlandesa IQM e o Instituto de Pesquisas Eldorado, de Campinas (SP).

    A instalação do modelo IQM Spark ocorrerá no primeiro trimestre do próximo ano. O sistema voltado a universidades e laboratórios permite testes de algoritmos em inteligência artificial, química de materiais e conexão com supercomputadores.

    A cooperação tecnológica entre os dois países também abrange pesquisas conjuntas para redes móveis 6G, em projeto entre a Nokia e a Universidade de Oulu com cientistas brasileiros. Além disso, o país utiliza satélites de monitoramento da startup finlandesa ICEYE.

    No setor industrial, a fabricante Valmet fornece maquinário para grandes complexos de celulose nacionais, com apoio de financiamento estatal da agência finlandesa Finnvera. O modelo inclui compra de insumos de fornecedores locais.

    O embaixador da Finlândia no Brasil, Antti Kaski, afirmou esperar avanço rápido nas negociações entre União Europeia e Mercosul. Kaski avalia que os recentes bloqueios sanitários do bloco europeu a carnes e produtos de origem animal brasileiros serão resolvidos em conjunto.

    Com informações de Gazeta do Povo.

  • Lula recebe presidente da Coreia do Sul e mira acordo com Mercosul

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (27), em Brasília, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. O encontro marcou a assinatura de acordos e a criação de um grupo para destravar negociações com o Mercosul.

    A reunião bilateral resultou em cinco memorandos de entendimento em setores como exploração espacial pacífica, energia, educação e esportes. Os governos também formalizaram uma frente de trabalho conjunta para mapear sensibilidades comerciais e avançar no diálogo do bloco sul-americano com o país asiático.

    O movimento ocorre em meio à busca brasileira por novos mercados diante da alta de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. Em 2025, a troca comercial entre Brasil e Coreia do Sul movimentou US$ 10,8 bilhões, consolidando o país asiático como o quarto maior parceiro comercial brasileiro na região.

    Esta é a primeira visita de Estado de um líder sul-coreano ao Brasil em 11 anos e dá sequência às negociações iniciadas em fevereiro, durante viagem de Lula a Seul. Na ocasião, os dois países elevaram a relação bilateral ao patamar de parceria estratégica e definiram prioridades com um plano de ação conjunto até 2029.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).