Tag: Dívida Bruta do Governo Geral

  • Setor público tem déficit primário de R$ 10 bi em agosto, diz BC

    O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta quarta-feira (30/9). O resultado representa melhora frente ao saldo negativo de R$ 17,3 bilhões registrado em agosto de 2025.

    O rombo do mês foi puxado pelo Governo Central, com saldo negativo de R$ 14,7 bilhões. Em sentido oposto, os governos regionais anotaram superávit de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais registraram resultado positivo de R$ 2 bilhões.

    No acumulado de 12 meses até agosto, o déficit primário ficou em R$ 82,1 bilhões, correspondendo a 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB). A marca recuou em relação aos 0,67% do PIB de julho e alcançou o menor nível desde fevereiro, quando o índice estava em 0,41%.

    Nesse período de 12 meses, o Governo Central respondeu por déficit de R$ 71,156 bilhões, os governos regionais acumularam perdas de R$ 5,334 bilhões e as estatais registraram rombo de R$ 5,587 bilhões. No recorte estadual, as contas fecharam com saldo negativo acumulado de R$ 13,428 bilhões.

    Os desembolsos com juros nominais somaram R$ 105,9 bilhões em agosto, acima dos R$ 74,3 bilhões de igual mês do ano anterior. O aumento refletiu o prejuízo de R$ 9,3 bilhões em contratos de swap cambial, ante ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025. Em 12 meses, a conta de juros atingiu R$ 1,182 trilhão, ou 8,86% do PIB.

    Ao computar os juros, o déficit nominal do setor público foi de R$ 115,9 bilhões no mês e alcançou R$ 1,264 trilhão em 12 meses (9,48% do PIB), segundo a apuração mais recente; registros anteriores computavam R$ 105 bilhões no mês e R$ 1,2 trilhão em 12 meses.

    A Dívida Bruta do Governo Geral totalizou R$ 11,1 trilhões em agosto, atingindo 82,9% do PIB, com avanço de 0,3 ponto percentual no mês puxado pela apropriação de juros e pela oscilação cambial. A Dívida Líquida do Setor Público encerrou o período em R$ 9,2 trilhões, equivalente a 69,3% do PIB.

  • Lula diz que dívida pública não causa pânico e defende alta do PIB

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a dívida pública não lhe causa pânico e defendeu o crescimento econômico e as reservas internacionais para equilibrar as contas do país.

    A declaração ocorreu em entrevista gravada no Palácio da Alvorada para o programa Canal Livre, da Band, veiculada no domingo (27/9). Lula rebateu preocupações de que o endividamento represente uma barreira para a redução da taxa de juros.

    Dados do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, o equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto. A taxa subiu 0,6 ponto percentual em relação a junho e acumula alta de 3,9 pontos no ano.

    Lula classificou a dívida como irreal ao apontar que as reservas externas, iniciadas em 2005 durante seu primeiro governo, servem como colchão de proteção para a economia. O petista afirmou que o Brasil voltou a registrar expansão superior a 3% e que o avanço da atividade é o caminho para diminuir a proporção do endividamento.

    O presidente sustentou ainda a manutenção de despesas com programas sociais, reajustes do salário mínimo e obras de infraestrutura. Ele admitiu, contudo, que “não está sobrando” dinheiro no Orçamento da União para conciliar os investimentos com o corte de gastos.

    Com informações de Poder360.