O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a dívida pública não lhe causa pânico e defendeu o crescimento econômico e as reservas internacionais para equilibrar as contas do país.
A declaração ocorreu em entrevista gravada no Palácio da Alvorada para o programa Canal Livre, da Band, veiculada no domingo (27/9). Lula rebateu preocupações de que o endividamento represente uma barreira para a redução da taxa de juros.
Dados do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, o equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto. A taxa subiu 0,6 ponto percentual em relação a junho e acumula alta de 3,9 pontos no ano.
Lula classificou a dívida como irreal ao apontar que as reservas externas, iniciadas em 2005 durante seu primeiro governo, servem como colchão de proteção para a economia. O petista afirmou que o Brasil voltou a registrar expansão superior a 3% e que o avanço da atividade é o caminho para diminuir a proporção do endividamento.
O presidente sustentou ainda a manutenção de despesas com programas sociais, reajustes do salário mínimo e obras de infraestrutura. Ele admitiu, contudo, que “não está sobrando” dinheiro no Orçamento da União para conciliar os investimentos com o corte de gastos.
Com informações de Poder360.
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