Tag: Estados Unidos

  • Encontro de Xi Jinping e Trump nos EUA exige cautela, diz analista

    A visita de Estado do líder chinês Xi Jinping aos Estados Unidos para uma reunião com Donald Trump exige expectativas cautelosas quanto a avanços bilaterais, segundo análise do pesquisador Wang Peng.

    Ligado ao Instituto de Administração Pública da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong (HUST), Wang Peng destacou que três pontos de contato sino-americanos devem centralizar o diálogo entre os líderes.

    Os governantes também precisarão negociar a harmonização de estratégias em temas internacionais urgentes e na condução da agenda multilateral.

    O cenário das eleições de meio de mandato no território norte-americano desponta como entrave para os acordos. O especialista pontuou, contudo, que considerar iniciativas de cooperação com a China como prejuízo político do governo norte-americano representa uma leitura simplista.

    Wang Peng afirmou que o governo chinês sustenta posição firme na preservação de sua soberania, segurança e desenvolvimento. Apesar disso, ele avalia que ainda existe margem para ampliar interesses compartilhados entre as duas potências.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Datafolha: Lula lidera com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro

    Datafolha: Lula lidera com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro

    O presidente Lula (PT) lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% do senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24).

    Em uma simulação de segundo turno entre os dois concorrentes, o petista registra 48% da preferência do eleitorado, enquanto o parlamentar alcança 43%. Os números apontam estabilidade em relação ao levantamento do mês anterior, mantendo-se dentro da margem de erro.

    O instituto realizou 2.004 entrevistas em pontos de fluxo populacional pelo país, entre quarta-feira (22) e a manhã de sexta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026.

    Novos dados eleitorais também estão programados para a próxima semana. A AtlasIntel publica uma pesquisa nacional na terça-feira (28), enquanto a Genial/Quaest divulga levantamentos estaduais em dez unidades da federação entre segunda (27) e quinta-feira (30).

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil | Acervo Byfotos: 01a00bc6-e8c8-70f3-b957-42b927f19fad

  • MDIC rebate investigação dos EUA e rejeita medidas unilaterais

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou nota em que rebate a investigação dos Estados Unidos sob a Seção 301 e afirma que não há justificativa para a aplicação de medidas unilaterais contra o Brasil.

    A pasta destacou que os norte-americanos acumularam nos últimos 15 anos um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o mercado brasileiro. Desde julho de 2025, os dois governos já realizaram mais de 30 reuniões bilaterais sobre o tema.

    No documento, o governo brasileiro defendeu os resultados na área ambiental, com índices superiores a 50% de queda na degradação da Amazônia. O informe ressalta também que a madeira tropical exportada pelo país representa apenas 0,65% do mercado mundial e passa por rigorosa fiscalização do Ibama e da Receita Federal antes do embarque.

    Em relação à regulação digital e às tarifas, o governo frisou que as decisões do Supremo Tribunal Federal e a Lei Geral de Proteção de Dados não discriminam empresas estrangeiras. A manifestação apontou ainda que os acordos comerciais negociados no âmbito do Mercosul cumprem integralmente as regras da Organização Mundial do Comércio.

    A nota oficial rebateu o uso de diagnósticos antigos da OCDE sobre combate à corrupção e mencionou relatório da Transparência Internacional que aponta avanços nacionais na área, inclusive por meio da Operação Carbono Oculto.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • Donald Trump recebe Xi Jinping nos EUA para visita de Estado

    O presidente da China, Xi Jinping, desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (23) para uma visita de Estado de três dias. Donald Trump recepcionou o líder chinês pessoalmente na Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington.

    O encontro marca a retomada direta do diálogo quatro meses após a viagem de Trump a Pequim terminar sem um acordo econômico estrutural. A cerimônia oficial de recepção está marcada para esta quinta-feira.

    A pauta econômica coloca minerais críticos e comércio no centro das discussões. Trump busca a redução das limitações chinesas à exportação de terras raras e tenta negociar a venda de aviões e produtos agrícolas americanos.

    A indústria dos Estados Unidos mantém forte dependência do fornecimento chinês. O país fabricou apenas 300 toneladas das 48 mil toneladas de ímãs de terras raras consumidas internamente em 2025, insumo vital para o setor bélico e tecnológico.

    Pequim tenta preservar a trégua tarifária e frear restrições americanas sobre semicondutores e inteligência artificial. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, a prioridade da comitiva é fortalecer a estabilidade estratégica e administrar divergências bilaterais.

    De janeiro a julho deste ano, os Estados Unidos acumularam déficit comercial de cerca de US$ 91,2 bilhões com a China, segundo o Census Bureau. As importações de produtos chineses somaram US$ 156,4 bilhões, contra US$ 65,2 bilhões exportados.

    A agenda da visita inclui um jantar de Estado com executivos de gigantes da tecnologia americana. Representantes de companhias como Nvidia, Apple, OpenAI, Amazon, Alphabet e Tesla devem participar do evento com os dois presidentes.

    Com informações de Diário do Centro do Mundo (DCM).

  • Quaest: 51% culpam Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA

    Quaest: 51% culpam Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que 51% dos brasileiros culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos contra produtos do Brasil.

    O índice representa a adesão à tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o parlamentar incentivou a medida para desgastar o governo. Outros 30% confiam no senador, que nega apoio à taxação e sustenta ter pedido a Donald Trump que poupasse o país. Em junho, o placar era de 47% a 35%.

    O levantamento aponta que 63% dos entrevistados temem prejuízos diretos na vida pessoal ou familiar com a sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano. No mês anterior, essa fatia era de 55%.

    Sobre a motivação dos Estados Unidos, 49% encaram a cobrança como retaliação ao sistema Pix, argumento de Lula. Já 33% atribuem as tarifas a declarações do petista contra a Casa Branca.

    Entre os eleitores que souberam da ida de Flávio aos EUA, 58% dizem que ele não tem força política para demover Trump. O tarifaço amplia a intenção de voto em Lula para 42%, enquanto 27% afirmam que o episódio reforça a opção pelo senador.

    O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente de 10 a 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

    Foto: Ton Molina/Agência Senado | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike | Acervo Byfotos: 01a05f43-b337-7013-a9ed-09f0dde1552c

  • Ministro diz que Flávio Bolsonaro tenta se blindar de tarifas dos EUA

    Ministro diz que Flávio Bolsonaro tenta se blindar de tarifas dos EUA

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (3/7) que a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos busca evitar desgaste eleitoral diante de possíveis novas tarifas americanas contra o Brasil.

    Flávio Bolsonaro deve participar na próxima semana de uma audiência em Washington sobre a investigação da seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O processo recomenda a taxação de produtos brasileiros exportados ao mercado americano em pelo menos 25%.

    Rosa responsabilizou o senador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro por eventuais sanções comerciais. O ministro declarou que a atuação de Flávio é ineficaz para o processo de negociação e pouco sincera do ponto de vista político.

    O governo brasileiro enviou a Washington uma proposta com diretrizes para tentar impedir as sobretaxas ou adiar a decisão final. Pontos como exigências de alterações no funcionamento do Pix permanecem fora de qualquer negociação.

    Caso as tarifas sejam confirmadas, o governo federal planeja mitigar as perdas dos setores atingidos por meio do programa Brasil Soberano e com o auxílio de agências oficiais na diversificação de mercados.

    Com informações de BBC News Brasil.

    Foto: Carlos Moura/Agência Senado | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike | Acervo Byfotos: 01a05f0c-d408-7164-8474-046e38deaa6c

  • Datafolha: 52% veem tarifaço de Trump como apoio a Flávio Bolsonaro

    Datafolha: 52% veem tarifaço de Trump como apoio a Flávio Bolsonaro

    Pesquisa Datafolha aponta que 52% dos brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

    O levantamento divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que 37% não veem relação entre as sobretaxas e uma tentativa de beneficiar o parlamentar. Outros 11% não souberam opinar.

    A percepção muda conforme a preferência política dos entrevistados. Entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 73% veem intenção eleitoral de Trump, taxa que recua para 29% entre apoiadores de Flávio Bolsonaro.

    Sobre as saídas para o impasse, 74% dos entrevistados defendem negociações diplomáticas como prioridade para o Brasil. Apenas 17% apoiam retaliações a produtos norte-americanos e 2% consideram que o país deve aceitar as tarifas sem reagir.

    Na distribuição de responsabilidades pela punição comercial, 35% citam Lula e 28% apontam Trump. Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro somam 23% das menções, sendo 13% para o senador e 10% para o ex-deputado. Para 51%, Lula fez menos do que podia para evitar o tarifaço.

    O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

    Foto: Ton Molina/Agência Senado | Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike | Acervo Byfotos: 01a05f43-b337-7013-a9ed-09f0dde1552c

  • Stiglitz diz que tarifas dos EUA punem o Pix e a autonomia digital

    O economista Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel, afirmou que as tarifas comerciais aplicadas pelo governo Donald Trump contra o Brasil buscam punir a autonomia digital do país e enfraquecer o sistema de pagamentos Pix.

    Segundo o professor da Universidade Columbia, Washington age para defender interesses corporativos de operadoras de cartão dos Estados Unidos ao retaliar a criação de meios de pagamento nacionais de baixo custo.

    O economista avaliou que os impactos comerciais das taxas tendem a ser limitados para o mercado brasileiro. Na análise de Stiglitz, os benefícios econômicos e sociais proporcionados pelo Pix superam as perdas provocadas pelas barreiras impostas pela gestão americana.

    Stiglitz também rejeitou as justificativas de Washington sobre combate a trabalho forçado, classificando as alegações como uma manobra com objetivos estritamente políticos. Ao avaliar a reação de Brasília à pressão externa, o economista declarou: “Eu preciso parabenizar o Brasil por não ter capitulado”.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • Lula defende diálogo com Trump e rejeita tarifas dos Estados Unidos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (14) que manterá o diálogo com Donald Trump, apesar das sobretaxas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    Lula classificou como falsas as justificativas do governo norte-americano para as tarifas. O presidente declarou que pretende responder às medidas com dados oficiais sobre a redução do desmatamento no país.

    O chefe do Executivo também citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e criticou tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro. Segundo Lula, o Brasil exige respeito à sua soberania nas relações diplomáticas.

    Na área interna, Lula defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição sobre segurança pública em tramitação no Senado. A medida visa delimitar as atribuições de municípios, estados e União no combate ao crime organizado, abrindo espaço para a criação do Ministério da Segurança Pública.

    O presidente destacou ainda a reformulação do programa Minha Casa, Minha Vida. Lula defendeu a inclusão de varandas, espaços de convivência e bibliotecas nos conjuntos habitacionais para melhorar as condições de moradia das famílias atendidas.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).

  • EUA revogam visto de embaixadora do Brasil e agravam crise

    O governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, em meio ao aumento da tensão diplomática e a ataques do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O atrito bilateral recente envolve também a indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília sem a consulta prévia exigida pelo protocolo diplomático tradicional.

    O diretor do Roger Thayer Stone Center for Latin American Studies na Universidade Tulane, Anthony Pereira, avalia que Washington prioriza uma abordagem ideológica em vez de interesses estratégicos, negligenciando parcerias em minerais críticos, etanol, combate ao crime organizado e proteção da Floresta Amazônica.

    A tensão regional aumentou após o presidente argentino, Javier Milei, discursar em São Paulo no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro e ofender Lula, episódio que levou o governo brasileiro a rebaixar o nível das relações com Buenos Aires.

    Com informações de BBC News Brasil.