Tag: Estados Unidos

  • Stiglitz diz que tarifas dos EUA ao Brasil são farsa política

    O economista Joseph Stiglitz afirmou que as tarifas de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil têm motivação política e corporativa, e não relação com práticas comerciais desleais ou combate ao trabalho forçado.

    O governo americano anunciou duas sobretaxas contra produtos brasileiros no fim de julho. Uma medida aplica 25% sob alegação de práticas comerciais desleais, enquanto outra taxa de 12,5% foi justificada por supostas falhas no combate ao trabalho forçado.

    Em entrevista, o vencedor do Nobel de Economia classificou as justificativas da gestão de Donald Trump como uma “farsa desonesta”. Stiglitz declarou que Trump espera capitulação internacional e tenta punir o país por resistir a pressões externas.

    O economista também apontou que o republicano demonstra animosidade contra o Brasil pela preservação da democracia, pela busca de soberania digital e pelo uso de sistemas locais de pagamento, como o Pix.

    Com informações de BBC News Brasil.

  • UFSC sedia colóquio sobre impactos da disputa entre EUA e China

    A Universidade Federal de Santa Catarina sedia, de 21 a 23 de setembro de 2026, em Florianópolis, o XX Colóquio Brasileiro em Economia Política dos Sistemas-Mundo. O encontro debate os impactos da disputa entre Estados Unidos e China.

    Organizado pelo Grupo de Pesquisa em Economia Política dos Sistemas-Mundo, o evento analisa os reflexos da rivalidade entre Washington e Pequim para a América Latina e o Brasil. A programação inclui conferências, mesas-redondas e seis sessões de apresentação de estudos.

    Pesquisadores estrangeiros integram as discussões, como Beverly J. Silver, da Johns Hopkins University, Christopher Chase-Dunn, da University of California, Victor Ramiro Fernandez, da Universidad Nacional del Litoral, e Roberto Patrício Korzeniewicz, da University of Maryland.

    Os trabalhos cobrem temas como transição energética, investimentos estrangeiros no território brasileiro, inovação tecnológica, indústria de defesa e a disputa no triângulo do lítio. A programação também destaca o legado intelectual de Theotônio dos Santos.

    O encontro tem formato híbrido, com atividades no Auditório do Centro Socioeconômico da UFSC e transmissão online. Três livros serão lançados durante as atividades, com autoria de Pedro Antônio Vieira, Helton Ricardo Ouriques e Charles Pennaforte.

    Com informações de Jornal GGN (Blog do Nassif).

  • Lula diz na ONU que o Brasil não cabe no quintal de ninguém

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” ao defender a soberania nacional e rejeitar interferências externas.

    Durante a abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral, Lula criticou a volta de disputas por zonas de influência e a ingerência internacional em eleições. Ele sustentou que os países latino-americanos precisam ter autonomia para decidir os próprios rumos políticos.

    O encontro reúne representantes de 193 Estados-membros até 28 de setembro. Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o crescimento das divisões globais e defendeu que o poder se submeta às regras internacionais.

    Para o professor de Relações Internacionais Reginaldo Nasser, a posição brasileira marca a rejeição a pressões estrangeiras sem partir para um enfrentamento sistemático com Washington. Nasser destacou que a postura preserva a independência diplomática e a tradição multilateral do país.

    A expressão adotada pelo presidente coincide com o título do livro publicado em 2019 pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS.

    Com informações de Brasil 247.

  • Comissão da ONU tem 93% de texto sobre armas biológicas pronto

    O grupo da ONU que discute o fortalecimento da Convenção sobre Armas Biológicas prevê concluir seus trabalhos em dezembro, com 93% do texto semi-aprovado, afirmou o embaixador brasileiro Frederico Meyer.

    Meyer, que preside as negociações na Comissão de Desarmamento das Nações Unidas, apontou que o avanço tecnológico e as disputas geopolíticas são os principais entraves para a fiscalização global de agentes biológicos.

    Segundo o diplomata, o controle de pesquisas com potencial bélico tornou-se mais complexo pelo caráter dual da biotecnologia moderna, que permite utilizar estruturas simples, como fábricas de queijo ou de cerveja, para a produção de armamentos.

    O embaixador também destacou que a rivalidade entre potências como Estados Unidos e Rússia prejudica os debates multilaterais, tornando o diálogo atual mais difícil do que durante a Guerra Fria. Para a aprovação final do documento, o texto precisa de consenso entre todos os países-membros.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Trump anuncia termo superinteligência e rejeita travas à IA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (22) que o governo americano substituirá o termo “inteligência artificial” por “superinteligência” em seus documentos oficiais.

    A declaração ocorreu durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Trump rejeitou qualquer freio regulatório ao setor tecnológico, medida que já foi sugerida por executivos da própria indústria.

    Ao defender o avanço irrestrito da ferramenta, o presidente americano comparou o setor a transformações históricas. “Não vou frear o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”, afirmou.

    Trump sustentou que a palavra artificial transmite uma impressão incorreta de falsidade sobre o recurso. Ele também ressaltou a disputa global pela liderança da área ao pontuar que quem vencer essa corrida sairá vitorioso.

    Com informações de CNN Brasil.

  • Lula defende soberania e critica ingerência externa na ONU

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira (22) na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Lula defendeu a soberania nacional e criticou a ingerência externa em processos eleitorais.

    Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que o país terá eleições transparentes e competitivas. Ele declarou que o sistema eleitoral brasileiro é robusto contra tentativas de desinformação e ataques à vontade popular.

    Ao abordar a segurança e a soberania do país, Lula rejeitou intervenções externas. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”, declarou o mandatário ao afirmar que a responsabilidade pela defesa das fronteiras não será terceirizada.

    Lula também criticou a divisão global em zonas de influência e a disputa por recursos estratégicos. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse o presidente ao discursar pela décima vez na abertura do encontro das Nações Unidas.

    Com informações de Brasil 247.

  • Lula condena ingerência externa em discurso na Assembleia Geral da ONU

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York, e condenou a ingerência externa em eleições e disputas neocoloniais por recursos estratégicos.

    “A democracia está em xeque”, declarou o presidente, ao criticar divisões do mundo em zonas de influência. Ele afirmou que o Brasil não aceita tutela externa e rejeitou a presença de forças militares estrangeiras em território e águas nacionais.

    “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”, disse Lula, ao defender a capacidade brasileira de patrulhar fronteiras e proteger a população. O petista também declarou que o país não aceita ficar “no quintal de ninguém”.

    Sobre o cenário eleitoral, o presidente afirmou que o pleito será transparente e que as instituições contam com um sistema moderno contra redes de desinformação. O pronunciamento marcou a décima vez em que Lula abriu os trabalhos do encontro anual da ONU.

    Com informações de Brasil 247.

  • Trump afirma na ONU que EUA atuam para encerrar conflito na Ucrânia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22) na 81ª Assembleia Geral da ONU que o país trabalha com líderes da Rússia e da Ucrânia para encerrar o conflito.

    O pronunciamento ocorreu na abertura da discussão política geral, iniciada com falas do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente da Assembleia Geral.

    Os debates reúnem representantes de 193 Estados-membros, delegações observadoras e a União Europeia entre 22 e 26 de setembro, com término em 28 de setembro, sob o tema “restaurar a confiança, gerenciando a mudança: as Nações Unidas, trabalhando para o benefício comum”.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Lula discursa na ONU, critica Trump e envia recados à eleição

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22), em Nova York, com críticas a interferências externas e recados voltados às eleições presidenciais brasileiras de outubro.

    Em tom crítico à política externa de Donald Trump, Lula defendeu a soberania nacional ao afirmar que o país rejeita imposições hegemônicas. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o petista durante o discurso de abertura.

    O presidente também atacou o uso de tarifas comerciais como forma de coerção e rejeitou a ingerência estrangeira na segurança das fronteiras. Ao tratar do tema, afirmou que o governo brasileiro busca cooperação internacional, mas sem a presença de forças militares externas em suas águas.

    Na área internacional, Lula criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU frente aos conflitos globais e condenou as ameaças de sanções contra o Tribunal Penal Internacional. Ele também classificou como ilegais o embargo econômico a Cuba e cobrou respeito à autodeterminação do povo venezuelano.

    Ao abordar a agenda interna, o presidente pautou o combate ao crime organizado, a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e a restrição ao mercado de apostas online. Lula declarou ainda que o país não cederá a pressões para privatizar o sistema de pagamentos Pix.

    Na reta final do pronunciamento, Lula projetou a disputa eleitoral de outubro no Brasil como uma escolha entre avançar ou retornar a um passado de exclusão, afirmando que o eleitorado decidirá entre democracia e negacionismo.

    Com informações de Brasil de Fato.

  • Na ONU, Lula defende soberania e recursos naturais do Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e o controle sobre os recursos naturais do país nesta terça-feira (22/9), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Lula declarou que as riquezas minerais brasileiras devem atender à população e terão regras rígidas para exploração comercial. De acordo com o presidente, o acesso a esses recursos exigirá contrapartidas como transferência de tecnologia, suprimento de setores estratégicos e geração de valor no território nacional.

    O petista também rejeitou intervenções externas e descartou a presença de forças armadas estrangeiras no país. “Não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

    Lula cobrou ainda colaboração internacional para conter as finanças e o armamento de facções. Ele declarou ter entregue uma proposta sobre o combate ao crime organizado diretamente ao presidente dos Estados Unidos.

    Com informações de Metrópoles.