O grupo da ONU que discute o fortalecimento da Convenção sobre Armas Biológicas prevê concluir seus trabalhos em dezembro, com 93% do texto semi-aprovado, afirmou o embaixador brasileiro Frederico Meyer.
Meyer, que preside as negociações na Comissão de Desarmamento das Nações Unidas, apontou que o avanço tecnológico e as disputas geopolíticas são os principais entraves para a fiscalização global de agentes biológicos.
Segundo o diplomata, o controle de pesquisas com potencial bélico tornou-se mais complexo pelo caráter dual da biotecnologia moderna, que permite utilizar estruturas simples, como fábricas de queijo ou de cerveja, para a produção de armamentos.
O embaixador também destacou que a rivalidade entre potências como Estados Unidos e Rússia prejudica os debates multilaterais, tornando o diálogo atual mais difícil do que durante a Guerra Fria. Para a aprovação final do documento, o texto precisa de consenso entre todos os países-membros.
Com informações de Tribuna do Agreste.
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