O jornalista Zuenir Ventura morreu na terça-feira (22), aos 95 anos. Colegas de profissão e amigos prestaram homenagens e relembraram marcos da sua trajetória na imprensa brasileira.
Em relato sobre a convivência com o jornalista, o economista e colunista José Paulo Kupfer lembrou o início da carreira de ambos no jornal “O Sol”, em 1967. O diário vespertino, idealizado pelo designer Reinaldo Jardim e financiado pelo “Jornal dos Sports”, reuniu nomes da imprensa carioca antes da decretação do AI-5.
Zuenir também atuou na resistência à ditadura militar dentro das redações e na mobilização pela retomada do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro. Ao longo dos anos seguintes, chefiou a sucursal carioca da revista “Visão” no início da década de 1970 e trabalhou nas revistas “Veja” e “Istoé” nos anos 1980.
Entre as reportagens de destaque, Kupfer recordou a cobertura da IV Conferência das Classes Produtoras (Conclap), no fim de 1977. Na ocasião, Zuenir coordenou uma pesquisa informal entre os empresários presentes que apontou o general Euler Bentes, que viria a ser o candidato de oposição pelo MDB na eleição presidencial indireta de 1978.
Natural de Além Paraíba, na Zona da Mata de Minas Gerais, Zuenir mudou-se para Friburgo aos 11 anos. O jornalista deixa a mulher, Mary Ventura, filhos e netos.
Com informações de Diário do Centro do Mundo (DCM).
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