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  • Frota fantasma já escoa 80% do petróleo marítimo da Rússia

    Frota fantasma já escoa 80% do petróleo marítimo da Rússia

    A frota fantasma de navios petroleiros já transporta 80% do petróleo exportado pela Rússia por via marítima para contornar as sanções impostas pelo Ocidente, segundo analistas do setor de inteligência marítima e financeira.

    Dados da consultoria S&P Global indicam que cerca de um em cada cinco petroleiros no mundo integra essa rede clandestina, calculada em 1,3 mil embarcações pela empresa de monitoramento Windward. O esquema ganhou força após a invasão da Ucrânia em 2022 e atende também a cargas do Irã e da Venezuela.

    Os carregamentos têm como principais destinos a Índia e a China, além de compradores menores como Turquia, Singapura e Emirados Árabes Unidos. Para driblar a fiscalização internacional, as embarcações realizam transbordos em alto-mar, desligam sistemas automáticos de rastreamento e utilizam registros fraudulentos de bandeiras.

    Especialistas alertam que a maioria desses navios opera sem manutenção adequada e sem a cobertura de seguros reconhecidos globalmente contra desastres ambientais. A circulação contínua dessas embarcações velhas pelos mares Báltico e Negro também gera preocupações de segurança na Europa por suspeitas de envolvimento em espionagem.

    Foto: Offical White House Photo by Daniel Torok | Licença: Dominio Publico | Acervo Byfotos: 01a0892d-d18e-717c-a808-ad08b1888424

  • Comissão da ONU tem 93% de texto sobre armas biológicas pronto

    O grupo da ONU que discute o fortalecimento da Convenção sobre Armas Biológicas prevê concluir seus trabalhos em dezembro, com 93% do texto semi-aprovado, afirmou o embaixador brasileiro Frederico Meyer.

    Meyer, que preside as negociações na Comissão de Desarmamento das Nações Unidas, apontou que o avanço tecnológico e as disputas geopolíticas são os principais entraves para a fiscalização global de agentes biológicos.

    Segundo o diplomata, o controle de pesquisas com potencial bélico tornou-se mais complexo pelo caráter dual da biotecnologia moderna, que permite utilizar estruturas simples, como fábricas de queijo ou de cerveja, para a produção de armamentos.

    O embaixador também destacou que a rivalidade entre potências como Estados Unidos e Rússia prejudica os debates multilaterais, tornando o diálogo atual mais difícil do que durante a Guerra Fria. Para a aprovação final do documento, o texto precisa de consenso entre todos os países-membros.

    Com informações de Tribuna do Agreste.