Tag: Nações Unidas

  • Genoino afirma que vitória de Lula terá impacto internacional

    O ex-presidente do PT José Genoino afirmou que uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras terá impacto internacional e fortalecerá movimentos que defendem a soberania e a democracia.

    A declaração foi dada em avaliação ao discurso proferido por Lula na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Para Genoino, o pronunciamento apresentou uma perspectiva de futuro diante do aumento das tensões geopolíticas globais.

    No discurso feito em 22 de setembro, Lula declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, condenou a interferência externa em processos eleitorais e criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos armados.

    Genoino sustentou que o posicionamento brasileiro contrapõe a divisão do planeta em zonas de influência e a atuação de potências hegemônicas. Segundo ele, o resultado eleitoral no país servirá de demonstração para forças progressistas internacionais e para o Sul Global.

    O ex-dirigente petista afirmou ainda que a política externa apresentada na ONU se conecta à pauta interna contra a precarização do trabalho e as dificuldades econômicas geradas pelo modelo neoliberal.

    Com informações de Brasil 247.

  • Delcy Rodríguez defende soberania energética da Venezuela na ONU

    A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde defendeu a soberania energética e diplomática do país.

    A participação marca a volta venezuelana ao cenário multilateral após a assinatura de mais de 60 acordos e memorandos internacionais no setor de hidrocarbonetos, com destaque para alianças com os Estados Unidos.

    A aproximação bilateral ocorre depois de mais de dez anos de afastamento institucional entre os dois governos. Para viabilizar a entrada de capital externo, o país promoveu uma reforma judicial voltada a dar segurança jurídica a investidores nacionais e estrangeiros.

    Em análise à teleSUR, o especialista em energia Miguel Jaimes avaliou que o setor petrolífero venezuelano consolida sua posição internacional. “A Venezuela é a casa do petróleo. Seu reconhecimento em nível mundial na estabilidade desse negócio é amplo, transparente e necessário para o mundo”, afirmou.

    Jaimes pontuou ainda que Washington precisou retomar as conversas institucionais com Caracas para estabelecer um ponto de equilíbrio comercial. O analista ressaltou que a relação econômica e comercial entre os dois países já ultrapassa um século de histórico.

    Com informações de Brasil 247.

  • Brasil defende na ONU tratamento gratuito e universal contra o HIV

    O Brasil defendeu na Organização das Nações Unidas o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde e a cooperação internacional para garantir o tratamento universal e gratuito contra o HIV nesta quinta-feira (24).

    A declaração foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O representante participou de encontro promovido pelo UNAIDS sobre a sustentabilidade da resposta global à doença.

    Massuda apresentou a experiência do Sistema Único de Saúde (SUS), pioneiro mundial na oferta pública de medicamentos contra o vírus. Segundo ele, manter essa resposta exige apoio contínuo para negociação de preços justos e transferência de tecnologias entre países.

    “Construir e manter esse sistema, assim como sustentar nossa resposta ao HIV, exige decisões políticas e programáticas conscientes todos os dias”, afirmou o secretário-executivo.

    O representante apontou que a estratégia brasileira começou a ser desenhada nos anos 1980, durante a redemocratização, com apoio direto da sociedade civil. O plano atual busca integrar as ações de HIV, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis na rede básica.

    Massuda também citou a necessidade de direcionar o atendimento a migrantes, jovens e idosos, além de considerar efeitos das mudanças climáticas na saúde. Como exemplo multissetorial, mencionou o Programa Brasil Saudável, que articula o Ministério da Saúde com outras dez pastas federais.

    A comitiva encerra os compromissos em Nova York nesta sexta-feira (25), após debates iniciados na quarta-feira (23) sobre acesso a medicamentos, menopausa e atenção a doenças raras.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Fiocruz debate reforma da governança da saúde global na ONU

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participou na segunda-feira (21/9), em Nova York, do lançamento do relatório do Painel de Alto Nível sobre a Reforma da Arquitetura e Governança da Saúde Global (HLP-GHAG).

    O documento apresenta dez recomendações voltadas à soberania sanitária e faz um balanço do primeiro ano do Accra Reset, iniciativa internacional liderada por chefes de Estado com foco prioritário na área da saúde. O evento ocorreu em paralelo à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    A vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz e copresidente do painel, Priscila Ferraz, chefiou os trabalhos dedicados à soberania em saúde. O diagnóstico engloba as etapas de inovação, regulação, produção, aquisição e distribuição de insumos.

    O colegiado independente reuniu 23 especialistas incumbidos de apontar gargalos estruturais no setor. O encontro contou com a presença do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, e do presidente de Gana e do Conselho do Accra Reset, John Dramani Mahama.

    A lista de diretrizes inclui a criação de pactos nacionais integrados com plano e orçamento unificados, o fortalecimento de instituições regionais e a reforma de entidades globais de saúde. O relatório também defende produção farmacêutica regional, poder de compra compartilhado, foco em bens públicos globais e manutenção de serviços durante crises.

    A proposta busca reverter a dependência externa de nações do Sul Global. No continente africano, mais de 70% dos medicamentos, mais de 90% dos dispositivos médicos e mais de 99% das vacinas consumidas continuam sendo importados.

    O arranjo do Accra Reset opera por meio de três braços interligados. Enquanto o painel técnico define os pontos de reforma e o grupo consultivo monitora a adesão internacional, um mecanismo facilitador converte compromissos políticos em projetos de investimento executáveis em ciclos de 24 meses.

    Com informações de Agencia Fiocruz de Noticias.

  • ONU aprova manter reconhecimento de países que perderem território

    A Assembleia Geral da ONU aprovou por consenso, nesta quinta-feira (24/9), declaração que garante o reconhecimento internacional como Estados a países que perderem seus territórios, parcial ou totalmente, devido à elevação do nível do mar.

    O acordo inédito assegura a soberania e a condição jurídica das nações afetadas no sistema internacional. O texto foi concluído no mês passado e reúne o apoio de todos os Estados-membros da organização.

    O documento ressalta que o desaparecimento de um dos elementos constitutivos de um Estado estabelecido não implica a perda dessa condição. O texto pede que a comunidade internacional apoie as nações atingidas pelas alterações territoriais.

    Pequenas nações insulares como Tuvalu, Kiribati e Ilhas Marshall enfrentam ameaça direta, situadas a cerca de 2 metros acima do oceano. A Organização Meteorológica Mundial prevê que o nível do mar subirá entre 0,5 metro e 2 metros até 2100.

    “A elevação do nível do mar ameaça nosso litoral, nossos lares e nossos modos de vida. Não ameaça nossos direitos legais nem nosso reconhecimento como Estados”, afirmou o presidente de Palau, Surangel Whipps Jr.

    Cerca de 770 milhões de pessoas vivem em regiões litorâneas sob risco. De acordo com as estimativas, um aumento de meio metro nas águas pode forçar entre 150 milhões e 300 milhões de habitantes a deixarem suas casas até o final do século.

    No Pacífico tropical ocidental, a elevação oceânica atingiu entre 10 e 15 centímetros desde 1993, quase o dobro da média global. Tuvalu já se prepara para o avanço das águas com o plano de se tornar a primeira nação digital do planeta.

    O tema será levado à COP31, marcada para novembro em Antália, na Turquia, sob presidência conjunta com a Austrália. Whipps Jr., que comanda a aliança de pequenos Estados insulares (Aosis), declarou que o bloco cobrará cortes drásticos de emissões dos grandes poluidores.

    Com informações de Jornal de Brasília.

  • Ministério da Saúde expõe iniciativas do SUS em evento da ONU

    O Ministério da Saúde apresentou na ONU, nesta quarta-feira (23/9), em Nova York, ações do SUS voltadas ao cuidado da menopausa na Atenção Primária e ao atendimento de pessoas com doenças raras.

    A exposição ocorreu durante eventos da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Os debates abordaram a qualificação profissional para a assistência a mulheres e a ampliação de diagnósticos.

    No campo da saúde feminina, o governo brasileiro destacou a elaboração de diretrizes nacionais e o treinamento de equipes para a fase de transição menopausal. A proposta busca consolidar o acolhimento dentro da rede pública básica.

    Para as enfermidades raras, a pasta informou que a rede do SUS possui 60 serviços habilitados com base na política nacional instituída em 2014. Os atendimentos incluem triagem neonatal e exames de sequenciamento genético.

    As discussões também trataram de modelos para viabilizar tratamentos de alto custo sem comprometer o orçamento da saúde. O Brasil citou o acordo de compartilhamento de risco firmado para o fornecimento do remédio Zolgensma, indicado contra a atrofia muscular espinhal (AME).

    A pasta manifestou ainda a intenção de expandir parcerias internacionais por meio da cooperação Sul-Sul. O plano prevê troca de experiências em triagem neonatal, estruturação de redes assistenciais e transferência tecnológica para produção local.

    Com informações de Correio Braziliense.

  • Especialistas cobram regras globais para evitar conflitos por água

    Especialistas defendem a criação de mecanismos internacionais de controle para regular o uso compartilhado da água doce e evitar que disputas por bacias hidrográficas resultem em conflitos diplomáticos e militares entre países.

    Embora o recurso cubra mais de 70% da superfície terrestre, a água doce representa apenas 2,5% desse volume. Menos de 1% do total está acessível para consumo humano, enquanto o restante se divide entre geleiras e reservatórios subterrâneos.

    A Convenção da ONU sobre Cursos de Água Internacionais, instituída em 1997 para fixar diretrizes de uso compartilhado, segue sem a adesão de diversos governos. Nenhum país da América do Sul, região detentora de 30% dos recursos hídricos renováveis do planeta, ratificou o documento.

    O professor de geopolítica da Universidade do Estado de Mato Grosso Vinicius Modolo Teixeira aponta que a ausência de um tribunal internacional com poder de coerção fragiliza a mediação. “A ONU peca por apenas ser consultiva e não ser uma organização que pode, de certa maneira, impor essas decisões”, disse Teixeira.

    As divergências em torno de obras estruturais já causam atritos geopolíticos, como no caso do Rio Nilo. Após a Etiópia inaugurar uma grande barragem em 2025, o governo do Egito considerou o projeto uma ameaça e declarou em 2026 que não aceitará novos barramentos no curso superior.

    O Brasil lidera o volume global de água doce, à frente de Rússia e Canadá, abrigando o Sistema Aquífero Grande Amazônia e o Aquífero Guarani. Como grande parte das bacias hidrográficas nacionais é transfronteiriça, a gestão conjunta com os vizinhos do continente torna-se determinante para a segurança hídrica e alimentar.

    De acordo com o professor Bernardo Salgado, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, a proteção desses mananciais sustenta a capacidade de exportação agrícola do país. A abundância de recursos na Amazônia também mantém o território sob vigilância geopolítica contínua de potências estrangeiras.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • Ministério da Saúde leva à ONU ações do SUS para menopausa e raras

    O Ministério da Saúde apresentou na ONU experiências do SUS sobre atenção à menopausa e assistência a pessoas com doenças raras. A exposição ocorreu nesta quarta-feira (23), em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

    O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, detalhou as ações brasileiras em eventos paralelos da 81ª sessão da Assembleia Geral. Os debates abordaram a integração dos cuidados na Atenção Primária à Saúde e a inclusão das doenças raras na cobertura universal.

    Na agenda voltada às mulheres, Massuda destacou a elaboração de diretrizes nacionais e o treinamento de equipes para qualificar o acolhimento. “O cuidado equitativo exige reconhecer as diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres e responder às suas necessidades de forma integral e centrada na pessoa”, afirmou o secretário-executivo.

    No encontro sobre doenças raras promovido pela Rare Diseases International, a comitiva brasileira reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acesso a terapias avançadas. Massuda citou a oferta do sequenciamento completo do exoma na rede pública e o modelo de compartilhamento de risco para o medicamento Zolgensma, indicado contra a atrofia muscular espinhal.

    A rede pública brasileira conta com 60 serviços habilitados dentro da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, criada em 2014. No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde aprovou em 2025 uma resolução que definiu um plano de ação global de dez anos para o setor.

    A delegação também participou de debate promovido pelo Unaids sobre a produção regional de medicamentos contra o HIV. As atividades do ministério em Nova York continuam até esta sexta-feira (25).

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Brasil e Dinamarca fecham acordo de parceria estratégica até 2031

    Brasil e Dinamarca firmaram um acordo para instituir o Diálogo de Parceria Estratégica 2026-2031 durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

    O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, assinaram o documento em 22 de setembro. O instrumento define diretrizes para aprofundar a colaboração entre os dois governos.

    A estrutura da parceria abrange quatro eixos: combate às mudanças climáticas e ao desmatamento, construção de sociedades sustentáveis e saudáveis, defesa da democracia e segurança, além do aumento das relações econômicas bilaterais.

    O estabelecimento do mecanismo ocorre na preparação para o bicentenário das relações diplomáticas entre os dois países, que será comemorado em 2028.

    Com informações de Notas a Imprensa – Itamaraty (MRE).

  • China expõe modelo de erradicação da pobreza em seminário global

    A China apresentou o seu modelo de erradicação da miséria a representantes internacionais durante seminário realizado na província de Ningxia. O evento reuniu mais de 120 líderes políticos, acadêmicos e jornalistas de vários países.

    O encontro debateu a adaptação de soluções agrícolas e sociais chinesas para nações da África, da América Latina e de outras regiões da Ásia. Nas últimas quatro décadas, as políticas de desenvolvimento do país retiraram quase 800 milhões de pessoas da extrema pobreza.

    A província de Ningxia, antes classificada pela ONU como inviável para a vida humana pela seca severa, serviu de exemplo prático das medidas. O poder público transferiu comunidades de áreas isoladas nas montanhas para vales planejados com fornecimento de água, energia elétrica e estradas.

    A estratégia aliou a oferta de infraestrutura à capacitação profissional de jovens e mulheres, além de tecnologias como estufas e irrigação gota a gota. A reconversão produtiva impulsionou a vitivinicultura, o enoturismo e o cultivo de hortaliças voltadas ao mercado interno e a exportações para a Ásia e o Oriente Médio.

    Com informações de TVT News (ex-Rede Brasil Atual).