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  • Falta de inovação afeta pesquisas no Brasil, diz especialista

    A falta de transparência e a baixa inovação metodológica prejudicam as pesquisas eleitorais no Brasil, avalia o diretor de operações de amostragem da Universidade de Michigan, Raphael Nishimura.

    O especialista descarta a tese de que o “voto envergonhado” explique diferenças entre sondagens e o resultado das urnas. Estudos realizados nos Estados Unidos com eleitores de Donald Trump não encontraram provas desse fenômeno social.

    Nishimura aponta que a discrepância registrada em 2018 e 2022 decorre da recusa de apoiadores de Jair Bolsonaro em participar de levantamentos por desconfiança nos institutos. A volatilidade dos cerca de 10% de eleitores que decidem o voto no dia da eleição também altera o cenário final.

    O estatístico afirma que a maior parte dos institutos brasileiros repassa apenas o mínimo de informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, as empresas evitam detalhar procedimentos adicionais em seus relatórios públicos.

    Para corrigir distorções, Nishimura recomenda a combinação de entrevistas presenciais, telefônicas e virtuais em uma mesma pesquisa. Ele também defende o uso de agregadores de dados para acompanhar tendências do eleitorado com maior precisão.

    Com informações de Terra.

  • Especialista aponta falta de transparência em pesquisas no Brasil

    O mercado de pesquisas eleitorais no Brasil carece de transparência metodológica e inovação, afirmou o estatístico Raphael Nishimura, diretor de operações de amostragem da Universidade de Michigan, em entrevista divulgada nesta quinta-feira (24/9).

    Segundo Nishimura, a maioria das empresas brasileiras informa apenas o mínimo obrigatório exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele avalia que o setor ainda resiste a adotar modelos combinados de coleta de dados, prática recorrente em institutos nos Estados Unidos.

    Sobre a tese de voto envergonhado no campo bolsonarista, o especialista afirmou que estudos norte-americanos com apoiadores de Donald Trump não encontraram evidências desse fenômeno. Para ele, a ideia de que o eleitor esconde a preferência por receio de reprovação social não se sustenta cientificamente.

    Nishimura apontou outras hipóteses para a discrepância registrada entre as sondagens e o resultado de Jair Bolsonaro nas urnas em 2018 e 2022. Entre os fatores estão a recusa direta de eleitores mais radicais em participar de levantamentos e a volatilidade de cerca de 10% dos brasileiros que decidem a escolha no dia do pleito.

    Como alternativa para mitigar distorções de cada metodologia, o especialista defendeu a utilização de agregadores de pesquisas e a combinação de questionários presenciais, telefônicos e pela internet.

    Com informações de Correio Braziliense.

  • Estatístico descarta existência de voto envergonhado em pesquisas

    Estudos nos Estados Unidos não encontraram evidências da existência do chamado “voto envergonhado” em disputas eleitorais, afirmou o diretor de operações de amostragem da Universidade de Michigan, Raphael Nishimura, ao analisar pesquisas de intenção de voto brasileiras.

    Segundo o especialista, a discrepância entre levantamentos prévios e o resultado de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas em 2018 e 2022 decorre de outros fatores. As principais hipóteses envolvem a recusa de apoiadores mais radicais em participar de questionários e a definição de voto de última hora.

    Nishimura destacou que o comportamento de boicotar sondagens eleitorais já foi documentado entre eleitores de Donald Trump. No Brasil, cerca de 10% dos cidadãos relatam escolher o candidato no próprio dia da eleição, o que dificulta captar a totalidade dos votos com antecedência.

    Para o estatístico, o mercado de pesquisas no país carece de inovação e maior clareza sobre os procedimentos adotados. “Apesar de os institutos serem todos obrigados a colocar no TSE quais são os métodos, na minha opinião, a maioria deles empurra com a barriga”, disse.

    O pesquisador defende que as empresas combinem entrevistas presenciais, telefônicas e online para compensar as limitações de cada formato. Abordagens presenciais enfrentam barreiras em condomínios fechados ou comunidades, ligações têm alta taxa de recusa e formulários na internet atraem perfis mais engajados politicamente.

    Para minimizar distorções metodológicas, Nishimura sugere a utilização de agregadores de sondagens, que calculam médias ponderadas de múltiplos institutos. Atualmente, a ferramenta da BBC News Brasil indica o senador Flávio Bolsonaro (PL) ligeiramente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.

    Com informações de Terra.