A falta de transparência e a baixa inovação metodológica prejudicam as pesquisas eleitorais no Brasil, avalia o diretor de operações de amostragem da Universidade de Michigan, Raphael Nishimura.
O especialista descarta a tese de que o “voto envergonhado” explique diferenças entre sondagens e o resultado das urnas. Estudos realizados nos Estados Unidos com eleitores de Donald Trump não encontraram provas desse fenômeno social.
Nishimura aponta que a discrepância registrada em 2018 e 2022 decorre da recusa de apoiadores de Jair Bolsonaro em participar de levantamentos por desconfiança nos institutos. A volatilidade dos cerca de 10% de eleitores que decidem o voto no dia da eleição também altera o cenário final.
O estatístico afirma que a maior parte dos institutos brasileiros repassa apenas o mínimo de informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, as empresas evitam detalhar procedimentos adicionais em seus relatórios públicos.
Para corrigir distorções, Nishimura recomenda a combinação de entrevistas presenciais, telefônicas e virtuais em uma mesma pesquisa. Ele também defende o uso de agregadores de dados para acompanhar tendências do eleitorado com maior precisão.
Com informações de Terra.
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