USP define critérios para medir impacto social de pesquisas

A Universidade de São Paulo busca consolidar a avaliação de impacto social para verificar transformações reais geradas por suas pesquisas e iniciativas na vida da população.

Entre as aplicações práticas está o projeto USP MoviMente, da Escola de Educação Física e Esporte, que promoveu ganhos cognitivos e motores em pessoas com demência e passou a integrar a rede da Secretaria de Esportes de Valinhos.

Outro caso citado é o projeto (respire!, articulado pelo InovaUSP com a Escola Politécnica e o Instituto de Física, que viabilizou 250 mil máscaras na pandemia e gerou trabalho e renda para 57 famílias.

Pelo modelo adotado, métricas puramente econômicas, patentes ou o número bruto de participantes mostram apenas produção e alcance, enquanto o impacto depende de comprovar mudanças concretas na qualidade de vida dos atendidos.

Para estruturar essas diretrizes, a instituição mantém o Prêmio de Impacto Social, que analisa fatores como satisfação dos usuários, melhorias cotidianas, abrangência e validações externas das tecnologias desenvolvidas.

A universidade ressalta ainda que a mensuração não anula o papel da pesquisa fundamental de longo prazo, mas atua como instrumento de prestação de contas sobre a destinação dos investimentos públicos.

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