A abstenção nas urnas pode reduzir a votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cerca de dois pontos percentuais, segundo estimativa do diretor-executivo do instituto Nexus, Marcelo Tokarski, apresentada nesta segunda-feira (28/09).
O impacto decorre do perfil do eleitor que costuma faltar no dia da votação, concentrado em faixas de menor renda e baixa escolaridade. Nesses grupos, Lula pontua acima de Flávio Bolsonaro (PL) na sondagem eleitoral.
O executivo apontou ainda a faixa a partir dos 60 anos, que soma quase um quarto do eleitorado e prefere o petista. Entre eleitores com 70 anos ou mais, grupo em que o voto não é obrigatório, a abstenção atingiu 59% na eleição anterior.
Na rodada da pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, Lula soma 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) alcançam 5% cada.
Renan Santos (Missão) aparece com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 3%, e 2% não souberam responder.
Em eventual segundo turno, o cenário aponta empate técnico, com Lula marcando 46% das intenções e Flávio Bolsonaro registrando 44%. Tokarski avalia que uma definição na primeira etapa é improvável sem uma migração expressiva de voto útil.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos e 95% de confiança. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.
Com informações de CNN Brasil.
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