A Organização dos Estados Americanos enviou ao Brasil uma missão com 91 observadores para acompanhar os dois turnos das Eleições Gerais de 2026. É o maior contingente já mobilizado pela entidade em território brasileiro.
O grupo acompanhará a votação no Distrito Federal e em 20 estados. Na manhã desta quinta-feira (1º), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se com o chefe da delegação, José Miguel Insulza, e com o diretor do departamento de cooperação eleitoral do órgão, Gerardo de Icaza.
A atuação dos observadores segue um acordo de procedimento firmado em 1º de setembro com a Corte eleitoral. O documento estabelece que a equipe trabalhará de forma independente, imparcial e em conformidade com as leis brasileiras.
Durante o encontro, o presidente do TSE explicou à comitiva as etapas do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado desde 2002. No pleito deste ano, além das urnas sorteadas, partidos e candidaturas poderão indicar equipamentos de seções de todo o país para serem auditados.
A auditoria ocorre em ambiente controlado e afere se os votos de cédulas de papel preenchidas com antecedência coincidem com os dados registrados no Boletim de Urna. O procedimento é aberto a entidades fiscalizadoras e ao público.
A OEA realiza missões de monitoramento no Brasil desde 2018, período em que acompanhou as eleições gerais de 2018 e 2022 e os pleitos municipais de 2020 e 2024. Desde 1962, a organização promoveu mais de 352 missões em 28 países membros.
Os relatórios técnicos elaborados pelas equipes abrangem temas como tecnologia de votação, violência, desinformação e regras de financiamento. Os documentos também avaliam a inclusão política de mulheres, indígenas e afrodescendentes.
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