A ministra Esther Dweck afirmou nesta sexta-feira (2/10) que o Brasil tem condições de acelerar o crescimento econômico além de 3% ao ano e estabilizar a dívida pública em um eventual quarto mandato de Lula.
Segundo a ministra, o avanço acima da taxa de 2,5% a 3% depende de impulsionar aportes públicos e privados, além de absorver trabalhadores do mercado informal. Dweck apontou que as concessões e os projetos do Novo PAC levaram o país ao maior volume de investimentos em infraestrutura em décadas.
Para equilibrar o endividamento sem paralisar serviços públicos essenciais, a ministra defendeu que a obtenção de um superávit primário entre 1% e 1,5% do PIB é suficiente. Ela sustentou ainda que as despesas públicas sobem abaixo da média histórica, combinando a tributação de super-ricos com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Dweck criticou a gestão federal de 2022, afirmando que o governo anterior maquiou a dívida por meio de inflação elevada, juros negativos e o adiamento de quase R$ 100 bilhões em precatórios. A ministra também rejeitou o uso de reservas internacionais para abater a dívida bruta, sob o argumento de que a medida deixaria o país desprotegido contra crises externas.
No setor produtivo estatal, Dweck informou que o conjunto de 44 empresas públicas e subsidiárias registrou lucro de quase meio trilhão de reais nos três primeiros anos da gestão Lula. O resultado representa um avanço de 23% na comparação com o governo anterior.
Foto: STJ | Licença: Creative Commons Attribution

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