Dweck projeta PIB acima de 3% e estabilização da dívida do Brasil

Grupo de pessoas em trajes formais caminhando por um corredor com tapete vermelho. Na foto: Esther Dweck e Marcos Antonio Amaro dos Santos.

A ministra Esther Dweck afirmou nesta sexta-feira (2/10) que o Brasil tem condições de acelerar o crescimento econômico além de 3% ao ano e estabilizar a dívida pública em um eventual quarto mandato de Lula.

Segundo a ministra, o avanço acima da taxa de 2,5% a 3% depende de impulsionar aportes públicos e privados, além de absorver trabalhadores do mercado informal. Dweck apontou que as concessões e os projetos do Novo PAC levaram o país ao maior volume de investimentos em infraestrutura em décadas.

Para equilibrar o endividamento sem paralisar serviços públicos essenciais, a ministra defendeu que a obtenção de um superávit primário entre 1% e 1,5% do PIB é suficiente. Ela sustentou ainda que as despesas públicas sobem abaixo da média histórica, combinando a tributação de super-ricos com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Dweck criticou a gestão federal de 2022, afirmando que o governo anterior maquiou a dívida por meio de inflação elevada, juros negativos e o adiamento de quase R$ 100 bilhões em precatórios. A ministra também rejeitou o uso de reservas internacionais para abater a dívida bruta, sob o argumento de que a medida deixaria o país desprotegido contra crises externas.

No setor produtivo estatal, Dweck informou que o conjunto de 44 empresas públicas e subsidiárias registrou lucro de quase meio trilhão de reais nos três primeiros anos da gestão Lula. O resultado representa um avanço de 23% na comparação com o governo anterior.

Foto: STJ | Licença: Creative Commons Attribution

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