O Brasil precisa assegurar o domínio e a jurisdição jurídica sobre seus dados estratégicos para criar soluções próprias de inteligência artificial, afirmou a ministra Esther Dweck.
De acordo com a ministra, um diagnóstico no início de 2023 identificou informações críticas da administração pública, de empresas e de universidades alocadas em sistemas de nuvem fora do território nacional.
Para responder à situação, uma portaria da Secretaria de Governo Digital fixou diretrizes para a contratação de serviços de computação em nuvem que guardem arquivos sob sigilo legal no setor público.
A partir dessas regras, Serpro e Dataprev passaram a negociar com multinacionais a instalação de equipamentos de nuvem dentro das dependências das estatais brasileiras. A chinesa Huawei foi a primeira a aceitar acomodar seus servidores nas estruturas públicas, o que abriu caminho para diálogos com companhias dos Estados Unidos.
O Ministério da Saúde e o Serpro também iniciaram o planejamento para transferir dados do SUS, incluindo a Rede Nacional de Dados em Saúde, para uma estrutura de nuvem soberana.
Em paralelo, o Ministério da Gestão articula com Serpro, BNDES e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial o projeto da Nuvem Brasileira, voltado a ampliar a capacidade de armazenamento no país.
Dweck sugeriu ainda a adoção de tecnologias de código aberto alimentadas por bases locais para treinar modelos voltados a áreas como agricultura e resposta a desastres climáticos.
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