Os governos dos Estados Unidos e da China concordaram em cortar tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e iniciar conversas bilaterais sobre inteligência artificial. O pacto foi anunciado após a visita oficial de Xi Jinping a Washington.
O encontro de três dias entre o líder chinês e o presidente Donald Trump terminou nesta sexta-feira com foco em entendimentos diplomáticos diretos. Xi retornou a Pequim neste sábado (26/9), segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
O alívio tarifário recai sobre produtos classificados como não sensíveis em ambas as direções comerciais. A medida contempla vendas americanas de itens agrícolas, madeira e cosméticos, além de compras feitas pelos Estados Unidos de brinquedos, artigos decorativos e pequenos eletrodomésticos.
“Os dois países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis em ambas as direções”, afirmou a Casa Branca em nota.
O entendimento ocorre após as duas nações prorrogarem por dois meses uma trégua comercial que terminaria em 10 de novembro. De acordo com declaração feita na quarta-feira pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, o prazo ampliado busca viabilizar um acordo mais amplo.
Pequim e Washington também decidiram criar um conselho comercial e aprofundar tratativas anteriores realizadas em Kuala Lumpur. Para o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, o encontro manteve a estabilidade mútua e abriu uma nova fase bilateral.
Na área tecnológica, os dois países agendaram para novembro uma rodada de debates sobre riscos e benefícios da inteligência artificial. Ficou acertada a abertura de um canal de contato para incidentes no setor, além da adoção do termo “superinteligência” nas discussões conjuntas.
Os governos concordaram ainda em prestar apoio mútuo nas cúpulas da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do Grupo dos 20 (G-20). Na pauta externa, os líderes defenderam a isenção de taxas de trânsito em rotas marítimas internacionais e cobraram que o Irã cumpra a meta de não produzir armas nucleares.
Com informações de Agencia Brasil.
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