A probabilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar 50%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28/9).
A aprovação ao governo subiu de 44% para 46% em uma semana, enquanto a desaprovação oscilou de 50% para 49%. Com o movimento, a diferença negativa da gestão encolheu de seis para três pontos percentuais.
Na avaliação do trabalho do Executivo, 41% dos entrevistados classificam a gestão como negativa, 34% como positiva e 23% como regular. “Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, afirmou Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest. Ele ponderou, contudo, que o saldo negativo de avaliação ainda limita o avanço do petista.
No cenário eleitoral, o potencial de voto de Lula passou de 45% para 46%, e sua rejeição recuou de 55% para 54%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manteve 43% de potencial de voto e 56% de rejeição.
A popularidade do presidente apresenta forte divisão regional. O Nordeste lidera o apoio, com 61% de aprovação e 36% de desaprovação. No Sul, o quadro se inverte, com 60% contrários e 35% favoráveis. No Sudeste, a desaprovação atinge 53%, diante de 40% de aprovação, enquanto o Centro-Oeste registra empate técnico dentro da margem de erro de cinco pontos, com 49% a 45%.
O instituto atribuiu a recuperação de Lula ao impacto de ações recentes, como o veto às apostas esportivas, o reajuste do Bolsa Família e a oferta de canetinhas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde. O público feminino lidera a aprovação dessas medidas: 64% apoiam o fim das apostas e 62% aprovam tanto o reajuste social quanto os medicamentos.
O corte por renda revela que beneficiários de menor poder aquisitivo priorizam o Bolsa Família e os remédios, enquanto o bloqueio das bets tem adesão ampla entre eleitores de maior renda. No recorte religioso, Lula abriu 13 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre católicos e encurtou a desvantagem entre evangélicos, após polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida.
A pesquisa também detectou divergência de gênero na reta final do primeiro turno. O receio quanto ao retorno da família Bolsonaro ao Planalto avançou entre as mulheres, enquanto a rejeição à permanência de Lula cresceu entre os homens.
Contratada pela Globo e pela Editora Globo, a sondagem ouviu 2.004 eleitores de 24 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
Com informações de Diário do Centro do Mundo (DCM).
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados | Licença: Credito Obrigatorio

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