O Ministério Público do Rio Grande do Sul reduziu em 67% as emissões de gases de efeito estufa em viagens de trabalho entre 2023 e 2025. O dado integra a atualização do inventário ambiental da instituição.
O levantamento aponta também queda de 16% nas emissões ligadas à compra de bens e serviços, reflexo da menor aquisição de itens de tecnologia. Na frota própria de veículos, a retração atingiu 10% no mesmo período.
O uso de etanol em 23% dos abastecimentos de carros flex evitou o lançamento de cerca de 55 toneladas de gás carbônico em dois anos. A economia ocorreu sem troca de veículos, seguindo diretriz apontada no estudo anterior.
A maior parcela das emissões atuais do órgão se concentra no deslocamento de membros e servidores até o trabalho. O documento cita ainda o descarte de resíduos sólidos em aterros, efluentes e viagens corporativas entre os principais focos.
A consultoria Mercado Net Zero elaborou o relatório com base em entrevistas e análise de dados operacionais. O trabalho teve acompanhamento do Instituto de Ciência e Tecnologia da instituição e foi entregue à Administração Superior na sexta-feira (25/9).
O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, destacou o papel de exemplo da iniciativa. “O MP tem que ser um importante indutor das políticas públicas”, afirmou o dirigente sobre as ações internas de descarbonização.
A coordenadora do Gabinete de Mudanças Climáticas, Sílvia Cappelli, defendeu que outros órgãos públicos sigam o modelo para atingir as metas nacionais de sustentabilidade, com foco na redução da pegada de carbono no trânsito diário.
O assessor da direção-geral Rogério Meira explicou que o processo reuniu registros de consumo de energia, materiais de construção e prestação de serviços para consolidar o cálculo total de emissões da estrutura.
Com informações de Noticias MPRS (Ministerio Publico do RS).
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