Pesquisadores da UFSCar e da UFRN desenvolveram um nanomaterial feito com resíduos siderúrgicos e conchas marinhas que limpa água poluída e gera hidrogênio sob a luz solar.
O composto combina hidroxiapatita, extraída de restos de conchas, e óxido de ferro, obtido do pó de alto-forno descartado pela indústria do aço. Sob irradiação solar, o sistema eliminou 75% do corante têxtil azul de metileno em duas horas e meia.
Na etapa energética, a formulação mais eficiente produziu mais de 25 micromols de hidrogênio por grama após quatro horas de exposição ao sol. O material também manteve a estabilidade, com queda de apenas 6% na capacidade de degradação após cinco ciclos seguidos de reuso.
Os testes incluíram amostras de água de torneira, de chuva e de lago, com variações mínimas no desempenho. Antes de levar a tecnologia para escalas maiores, a equipe busca aprimorar o rendimento na geração do gás e medir a durabilidade do composto em prazos mais longos.
Com informações de Agencia FAPESP.
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